quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 5 de outubro de 2010
PRIMEIRO DEUS
Provai e vede: Primeiro Deus
Em Paysandú, cidade localizada no nordeste do Uruguai, vive Randolf e Seliar Bergara. Pai e filho, que se dedicam à apicultura. No verão, colocando em prática os afazeres da profissão, instalaram alguns caixotes para que enxames de abelhas ambulantes se instalassem neles, e dessa maneira, aumentar a produção de mel.
Depois de 20 dias eles retornaram ao lugar para ver como estavam esses caixotes, e para surpresa da dupla, outras pessoas haviam instalado mais caixotes no mesmo local. Somente uma distância aproximada de um metro separava cada peça. Pai e filho tinham menos caixotes que os demais, fato que desanimou a dupla, mas Randolf acreditava possuir um elemento técnico muito importante, que poderia fazer a diferença.
Desde então, eles decidiram orar muito mais do que sempre fizeram, pois era um motivo especial. Antes de ir ao trabalho, na estrada, eles pediam para que Deus abençoasse o dia de atividades etc.
Depois de algumas semanas, voltaram ao lugar com a esperança de poder encontrar abelhas, mas no fundo, a dúvida existia. Chegando, a dupla viu algo realmente surpreendente. Exatamente todos os seus 30 caixotes caçadores estavam cheios de abelhas, e os do vizinho não tinha uma só abelha.
Randolf acredita que não há outra opção para os que crêem nas promessas do Senhor. “Buscai primeiro o reino de Deus, e os ‘enxames vos serão acrescentados’”.
Desde então, Randolf e Seliar aprenderam uma nova modalidade de vida: entregar nas mãos de Deus todo o trabalho, a confiança, e ser fiel em todas as coisas. Assim, Deus demonstrou devolvendo-os com ricas bênçãos o que eles depositaram nEle, em Suas promessas e em tudo o que Ele tem feito em suas vidas. Esta fantástica experiência lhes confirmou o grande poder de Deus sobre todas as coisas nesta terra e de que Ele deve ser o primeiro em tudo.
Em Paysandú, cidade localizada no nordeste do Uruguai, vive Randolf e Seliar Bergara. Pai e filho, que se dedicam à apicultura. No verão, colocando em prática os afazeres da profissão, instalaram alguns caixotes para que enxames de abelhas ambulantes se instalassem neles, e dessa maneira, aumentar a produção de mel.
Depois de 20 dias eles retornaram ao lugar para ver como estavam esses caixotes, e para surpresa da dupla, outras pessoas haviam instalado mais caixotes no mesmo local. Somente uma distância aproximada de um metro separava cada peça. Pai e filho tinham menos caixotes que os demais, fato que desanimou a dupla, mas Randolf acreditava possuir um elemento técnico muito importante, que poderia fazer a diferença.
Desde então, eles decidiram orar muito mais do que sempre fizeram, pois era um motivo especial. Antes de ir ao trabalho, na estrada, eles pediam para que Deus abençoasse o dia de atividades etc.
Depois de algumas semanas, voltaram ao lugar com a esperança de poder encontrar abelhas, mas no fundo, a dúvida existia. Chegando, a dupla viu algo realmente surpreendente. Exatamente todos os seus 30 caixotes caçadores estavam cheios de abelhas, e os do vizinho não tinha uma só abelha.
Randolf acredita que não há outra opção para os que crêem nas promessas do Senhor. “Buscai primeiro o reino de Deus, e os ‘enxames vos serão acrescentados’”.
Desde então, Randolf e Seliar aprenderam uma nova modalidade de vida: entregar nas mãos de Deus todo o trabalho, a confiança, e ser fiel em todas as coisas. Assim, Deus demonstrou devolvendo-os com ricas bênçãos o que eles depositaram nEle, em Suas promessas e em tudo o que Ele tem feito em suas vidas. Esta fantástica experiência lhes confirmou o grande poder de Deus sobre todas as coisas nesta terra e de que Ele deve ser o primeiro em tudo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A LEI E O AMOR
SÁBADO, 18 DE SETEMBRO
Amor e lei
“Você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus” (Rm 14:10).
Como observado, estamos terminando a carta de Romanos e praticamente vimos Paulo, do começo ao fim, falar da lei e da salvação pela graça mediante a fé. Em todas lições, estes temas foram de suma importância e comentados de forma abrangente. É possível que os estudantes que passaram seus olhos e examinaram cada lição deste trimestre tenha ficado de certa maneira esgotado com este assunto que tanto se repetiu ao longo do trimestre.
Mas pondere que, de fato, este tema é o mais importante entre todos. Saber objetivamente como ser salvo e como entender o papel das obras na vida cristã não pode ser encarado com pouco valor ou como assunto de segunda instância. Em toda a carta, Paulo gasta seu tempo, raciocínio e tinta para conseguir alcançar a mente dos novos conversos com o objetivo de levá-los a uma compreensão exata do plano da redenção em Cristo. Nada mais na vida cristã terá sentido ou coerência se esta compreensão da graça e obras for distorcida ou irrazoável.
Nesta semana estudaremos o que podemos chamar de resto. Não no aspecto de não ter algum valor, mas no sentido de “Agora eu posso entrar nos méritos destas questões”.
DOMINGO, 19 DE SETEMBRO
O irmão fraco
(Rm 14:1-4)
Rm 14.1 Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.
Rm 14.2 Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.
Rm 14.3 Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
No Novo Testamento, podemos notar a preocupação de vários apóstolos com o tema da alimentação. Paulo, em I Timóteo 4, responde à inquietação dos irmãos quanto ao comer ou não dos alimentos que eram oferecidos aos ídolos (O contexto pode ser notado em Romanos 14; I Coríntios 8:4-13; 10:25-28). É claro, é possível que, em mercados concentrados naquela região, por causa da influência judaica, dificilmente venderiam carnes de animais imundos.
Craig S. Keener no IVP Bible Background Commentary of the New Testament diz: “Toda a carne que restava dos sacrifícios era levada para o açougue na grande ágora em Corinto (não longe de onde Paulo havia trabalhado – Atos 18:3). Nem toda a carne desse mercado havia sido oferecida aos ídolos, mas alguma, sim. Nas cidades comparativamente grandes, freqüentemente, os judeus tinham permissão para ter seu próprio mercado a fim de evitar esses alimentos. Em outras cidades, eles perguntavam qual era a origem da carne” (p. 474).
Se observarmos bem, por exemplo no capítulo 14 de Romanos, quando Paulo faz menção a essas questões de alimentos oferecidos a ídolos, ele não deixa de desmerecer no final, a alimentação cárnea. Orienta a seus ouvintes de que não é bom o comer da carne (Rm 14:21). Hoje, os adventistas não agem de maneira diferente do Apóstolo. Não é ensinado pelos adventistas que comer carne limpa seja pecado, mas também não é passado por alto que, pela palavra de Deus e pelas descobertas científicas atuais, o regime vegetariano ou ovo-lacto-vegetariano tem sido o melhor para a saúde física, mental e em muitos casos, pode redundar até mesmo em benefícios espirituais.
Entretanto, neste caso específico, Paulo não estava entrando nos méritos de ser ou não vegetariano e muito menos se podemos ou não comer carne de animais limpos ou imundos. O conselho registrado nestes versos se aplica especificamente à questão de comer ou não de carnes que tenham sido sacrificadas a ídolos antes de serem vendidas no mercado.
De acordo com uma antiga prática, os sacerdotes pagãos comercializavam amplamente animais sacrificados aos ídolos. Paulo reiterou aos crentes que, como um ídolo "nada é", então não era mau em si mesmo comer carnes dedicadas a eles. Entretanto, segue explicando que, devido a seus antecedentes, educação e diferença de discernimento espiritual, nem todos têm esse "conhecimento" ou discernimento, e, portanto não poderiam comer com limpa consciência tais alimentos (1Co 8). Por isso Paulo insistia aos que não tinham escrúpulos quanto a essas comidas para que não participassem delas, pois, poderiam servir de pedra de tropeço no caminho de alguns irmãos (Rm 14:13). Sua admoestação estava em plena harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e proporciona pelo menos uma razão pela qual esse concílio se definiu assim quanto a este tema (At 15).
Possivelmente, para não escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham por completo de comer carne, por isso seu alimento se reduzia a "legumes", quer dizer, mantimentos de origem vegetal (Rm 14:2). Se prestarmos atenção no verso (2) perceberemos que na verdade quem chama esses escrupulosos (Zelosos) de fracos na fé por preferirem comer legumes, são as pessoas e não Paulo. Tanto é verdade que, O Apóstolo não adverte o tal fraco na fé e muito menos toma partido na situação. Ele apenas exige o respeito e tolerância de ambos os grupos. Mas se Paulo tivesse que tomar partido na situação, provavelmente estaria mais pendente para o lado dos que eram chamados de fracos na fé, pois no verso 21 é enfático ao afirmar que é “bom que o homem não coma carne”.
SEGUNDA, 20 DE SETEMBRO
A medida que vocês usarem
(Rm 14:10-14)
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
Rm 14.11 Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
Rm 14.12 Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Rm 14.13 Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
Rm 14.14 Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.
Certa vez, tive o privilégio de, por alguns instantes, observar o julgamento de um homem acusado de uma série de infrações. Não fiquei até o fim do julgamento e por esta razão não sei qual foi o veredito. Não sei dizer, entre as acusações e defesas, quais eram coerentes e convincentes. Esta experiência, embora tão rápida e parcial, se tornou suficiente em criar em mim o impacto imaginário do grande tribunal do juízo de Deus.
Embora a palavra julgamento ou tribunal cause um certo cala frios em nós, precisamos ter em mente que, seremos julgados por nossas próprias escolhas e atitudes desta vida. Sob o contexto delimitado dos versos analisados hoje, é importante refletirmos conscientemente que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12), e a nota tônica de Paulo para esta declaração se prende no importante tema do julgamento ao próximo.
O apelo é para que, “não nos julguemos mais uns aos outros” (Rm 14:13), pois se assim o fizermos, na mesma medida, seremos julgados. Deus não nos deu a missão de fazer julgamento aos que, possivelmente, tenham cometido erros. Nosso julgamento é extremamente falho, principalmente pelo fato de enxergarmos as coisas, fatos e pessoas apenas pelo aspecto exterior. Somente a Deus cabe o direito de julgamento porque além de Ele ser Deus, é o único que conhece as intenções e o coração das pessoas. Deus é sábio demais para cometer erros, enquanto que nós somos tolos demais para não cometer erros.
TERÇA, 21 DE SETEMBRO
Não dando motivos para escândalo
(Rm 14:15-23; I Co 8:12,13)
(Romanos 14)
15 Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, blasfemado o vosso bem;
17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
19 Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.
O problema nos versos lidos não se trata de uma apologia contra as normas de saúde. Qualquer pessoa sensata não entenderia desta forma. O princípio claro expressado por Paulo é que não devemos exercer nenhum tipo de discriminação ou julgamento àqueles que optam em viver um estilo de vida diferente dos demais. Seja para o bem ou para o mal, devemos todos respeitar as escolhas que as pessoas fazem. Por maiores que sejam os benefícios de uma vida vegetariana, não devemos servir de promotores acusando e perseguindo. Embora as citações de Paulo não estejam entrando nestes méritos, o princípio é válido e oportuno para qualquer situação da vida cristã.
Por outro lado, não podemos também achar que nossas atitudes não gerarão conseqüências na vida dos que nos rodeiam. Embora alguns usem o argumento de que ninguém é obrigado a seguir ou fazer o que faço, nossos exemplos são constantemente copiados pelos que nos admiram ou estão aprendendo conosco. Não pensem que, neste quesito cada um dará conta de si apenas, é bem verdade que a salvação é individual, mas todas as nossas atitudes que desencaminharem outros levando-os a perdição, pesarão contra nós no dia do juízo. Sou eu tutor de meu irmão? É a pergunta que muitos fazem, e a resposta em bons sons é, sim, nós somos tutores de nossos irmãos. Nosso exemplo deve ser exercido para salvar e melhorar a vida das pessoas e não para lhe trazer infortúnios ou perdição. Pense nisto.
QUARTA, 22 DE SETEMBRO
Observância de dias
(Rm 14:4-10).
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
Rm 14.5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente.
Rm 14.6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.
Rm 14.7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
Rm 14.8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.
Rm 14.9 Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
De que dias Paulo esteve falando? A maior certeza que temos destes versos é que ele não estava se referindo ao sábado do sétimo dia. O próprio discípulo evidencia este fato afirmando que o mandamento é “santo, justo e bom” (Rm 7:12), e que ele mesmo tinha deleite ou “prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22). Paulo tinha por costume estar no templo aos sábados (At 17:2), isto é provável porque sua profissão comum era fabricar tendas (At 18:3). Se ele fabricava tendas durante a semana, porque razão parava especialmente aos sábados? Sendo que ele tinha 7 dias da semana, por que razão parava somente aos sábados para pregar tanto a judeus quanto a gentios? (At 18:4; 17:2; 13:27,42,44).
No entanto, se Paulo não estava se referindo ao sábado em Romanos 14, de que dias se tratava então? Não seria irrazoavel discorrer um assunto sabático com assuntos pertinentes a alimentos sacrificados a ídolos?
O problema girou em torno dos festivais judaicos que alguns convertidos judeus ao cristianismo ainda pretendiam mantê-los ativos. Como é sabido por muitos, vários judeus que se converteram tinham sérias dificuldades em abandonar alguns de seus ritos e costumes. Pedro, um dos discípulos, foi um exemplo clássico, pois enfrentou vários problemas a este respeito e inclusive, se não fosse a direção, orientação e revelação de Deus, como de costume entre os judeus, em hipótese alguma teria se envolvido com gentios na casa de Cornélio (At 10:28). NÃO MESMO.
QUINTA E SEXTA, 23 E 24 DE SETEMBRO
Bênção de conclusão
(Rm 15:1-3).
Rm 15.1 Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
Rm 15.2 Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação.
Rm 15.3 Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
Rm 15.13 Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.
Rm 15.33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
Rm 16.24 [A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.]
Rm 16.25 Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos,
Rm 16.26 mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé;
Rm 16.27 ao único Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.
É muito comum, depois de tantas mentiras, violências e traições, os filmes e novelas terminarem com um final feliz. Na carta aos romanos não há nenhum tipo de montagem cinematográfica, pelo contrário, há a mais pura verdade de uma realidade incontestável. O término da carta de romanos pode ser um belo final feliz para os que compreendem o verdadeiro significado da salvação pela graça, e do verdadeiro significado do papel das obras na vida humana. Entretanto, a mensagem deste nobre discípulo, outorgada por Deus, ultrapassa centenas de gerações para alcançar a igreja cristã do nosso século. Hoje, eu e você somos alcançados por este evangelho maravilhoso que é o poder de Deus para a salvação do homem (Rm 1:15-17). Um dia nos encontraremos com Paulo no céu, e assim, poderemos ouvir de seus lábios o quanto foi honroso para ele transmitir estas tão exaltadas verdades. Mas, é importante entender que, como Paulo, nós hoje somos chamados a difundir as palavras de redenção assim como este discípulo ensinou aos outros. Somos comissionados por Deus para levar avante o evangelho do poder de Deus que salva e transforma vidas humanas. O mundo é como um imenso mar cheio de pessoas morrendo afogadas. Precisamos deixar nossa zona de conforto e pular na água para, como salva vidas, retirar as pessoas do afogamento.
Leitura adicional (Ellen White)
Vi o perigo em que o povo de Deus incorre ao olhar para o irmão e a irmã White, pensando que deve ir a eles com suas preocupações e em busca de conselho. Isso não deve ser assim. Eles foram convidados por seu compassivo e amoroso Salvador a ir a Ele quando cansados e sobrecarregados, e Ele os aliviará. ... Muitos vêm a nós com a pergunta: Devo fazer isto? Devo envolver-me nesta empreitada? Ou, com relação ao vestuário: Devo usar este ou aquele artigo? Respondo-lhes: Vocês professam ser discípulos de Cristo. Estudem a Bíblia. Examinem cuidadosamente e com oração a vida de nosso querido Salvador quando habitava entre os homens na Terra. Imitem-na e não se desviarão do caminho estreito. Recusamo-nos absolutamente lhes servir de consciência. Se lhes dissermos exatamente o que fazer, vocês nos olharão como guias em lugar de irem diretamente a Jesus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 118, 119).
“Mas não devemos pôr a responsabilidade de nosso dever sobre outros, e esperar que eles nos digam o que fazer. Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. ... Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
Amor e lei
“Você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus” (Rm 14:10).
Como observado, estamos terminando a carta de Romanos e praticamente vimos Paulo, do começo ao fim, falar da lei e da salvação pela graça mediante a fé. Em todas lições, estes temas foram de suma importância e comentados de forma abrangente. É possível que os estudantes que passaram seus olhos e examinaram cada lição deste trimestre tenha ficado de certa maneira esgotado com este assunto que tanto se repetiu ao longo do trimestre.
Mas pondere que, de fato, este tema é o mais importante entre todos. Saber objetivamente como ser salvo e como entender o papel das obras na vida cristã não pode ser encarado com pouco valor ou como assunto de segunda instância. Em toda a carta, Paulo gasta seu tempo, raciocínio e tinta para conseguir alcançar a mente dos novos conversos com o objetivo de levá-los a uma compreensão exata do plano da redenção em Cristo. Nada mais na vida cristã terá sentido ou coerência se esta compreensão da graça e obras for distorcida ou irrazoável.
Nesta semana estudaremos o que podemos chamar de resto. Não no aspecto de não ter algum valor, mas no sentido de “Agora eu posso entrar nos méritos destas questões”.
DOMINGO, 19 DE SETEMBRO
O irmão fraco
(Rm 14:1-4)
Rm 14.1 Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.
Rm 14.2 Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.
Rm 14.3 Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
No Novo Testamento, podemos notar a preocupação de vários apóstolos com o tema da alimentação. Paulo, em I Timóteo 4, responde à inquietação dos irmãos quanto ao comer ou não dos alimentos que eram oferecidos aos ídolos (O contexto pode ser notado em Romanos 14; I Coríntios 8:4-13; 10:25-28). É claro, é possível que, em mercados concentrados naquela região, por causa da influência judaica, dificilmente venderiam carnes de animais imundos.
Craig S. Keener no IVP Bible Background Commentary of the New Testament diz: “Toda a carne que restava dos sacrifícios era levada para o açougue na grande ágora em Corinto (não longe de onde Paulo havia trabalhado – Atos 18:3). Nem toda a carne desse mercado havia sido oferecida aos ídolos, mas alguma, sim. Nas cidades comparativamente grandes, freqüentemente, os judeus tinham permissão para ter seu próprio mercado a fim de evitar esses alimentos. Em outras cidades, eles perguntavam qual era a origem da carne” (p. 474).
Se observarmos bem, por exemplo no capítulo 14 de Romanos, quando Paulo faz menção a essas questões de alimentos oferecidos a ídolos, ele não deixa de desmerecer no final, a alimentação cárnea. Orienta a seus ouvintes de que não é bom o comer da carne (Rm 14:21). Hoje, os adventistas não agem de maneira diferente do Apóstolo. Não é ensinado pelos adventistas que comer carne limpa seja pecado, mas também não é passado por alto que, pela palavra de Deus e pelas descobertas científicas atuais, o regime vegetariano ou ovo-lacto-vegetariano tem sido o melhor para a saúde física, mental e em muitos casos, pode redundar até mesmo em benefícios espirituais.
Entretanto, neste caso específico, Paulo não estava entrando nos méritos de ser ou não vegetariano e muito menos se podemos ou não comer carne de animais limpos ou imundos. O conselho registrado nestes versos se aplica especificamente à questão de comer ou não de carnes que tenham sido sacrificadas a ídolos antes de serem vendidas no mercado.
De acordo com uma antiga prática, os sacerdotes pagãos comercializavam amplamente animais sacrificados aos ídolos. Paulo reiterou aos crentes que, como um ídolo "nada é", então não era mau em si mesmo comer carnes dedicadas a eles. Entretanto, segue explicando que, devido a seus antecedentes, educação e diferença de discernimento espiritual, nem todos têm esse "conhecimento" ou discernimento, e, portanto não poderiam comer com limpa consciência tais alimentos (1Co 8). Por isso Paulo insistia aos que não tinham escrúpulos quanto a essas comidas para que não participassem delas, pois, poderiam servir de pedra de tropeço no caminho de alguns irmãos (Rm 14:13). Sua admoestação estava em plena harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e proporciona pelo menos uma razão pela qual esse concílio se definiu assim quanto a este tema (At 15).
Possivelmente, para não escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham por completo de comer carne, por isso seu alimento se reduzia a "legumes", quer dizer, mantimentos de origem vegetal (Rm 14:2). Se prestarmos atenção no verso (2) perceberemos que na verdade quem chama esses escrupulosos (Zelosos) de fracos na fé por preferirem comer legumes, são as pessoas e não Paulo. Tanto é verdade que, O Apóstolo não adverte o tal fraco na fé e muito menos toma partido na situação. Ele apenas exige o respeito e tolerância de ambos os grupos. Mas se Paulo tivesse que tomar partido na situação, provavelmente estaria mais pendente para o lado dos que eram chamados de fracos na fé, pois no verso 21 é enfático ao afirmar que é “bom que o homem não coma carne”.
SEGUNDA, 20 DE SETEMBRO
A medida que vocês usarem
(Rm 14:10-14)
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
Rm 14.11 Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
Rm 14.12 Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Rm 14.13 Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
Rm 14.14 Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.
Certa vez, tive o privilégio de, por alguns instantes, observar o julgamento de um homem acusado de uma série de infrações. Não fiquei até o fim do julgamento e por esta razão não sei qual foi o veredito. Não sei dizer, entre as acusações e defesas, quais eram coerentes e convincentes. Esta experiência, embora tão rápida e parcial, se tornou suficiente em criar em mim o impacto imaginário do grande tribunal do juízo de Deus.
Embora a palavra julgamento ou tribunal cause um certo cala frios em nós, precisamos ter em mente que, seremos julgados por nossas próprias escolhas e atitudes desta vida. Sob o contexto delimitado dos versos analisados hoje, é importante refletirmos conscientemente que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12), e a nota tônica de Paulo para esta declaração se prende no importante tema do julgamento ao próximo.
O apelo é para que, “não nos julguemos mais uns aos outros” (Rm 14:13), pois se assim o fizermos, na mesma medida, seremos julgados. Deus não nos deu a missão de fazer julgamento aos que, possivelmente, tenham cometido erros. Nosso julgamento é extremamente falho, principalmente pelo fato de enxergarmos as coisas, fatos e pessoas apenas pelo aspecto exterior. Somente a Deus cabe o direito de julgamento porque além de Ele ser Deus, é o único que conhece as intenções e o coração das pessoas. Deus é sábio demais para cometer erros, enquanto que nós somos tolos demais para não cometer erros.
TERÇA, 21 DE SETEMBRO
Não dando motivos para escândalo
(Rm 14:15-23; I Co 8:12,13)
(Romanos 14)
15 Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, blasfemado o vosso bem;
17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
19 Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.
O problema nos versos lidos não se trata de uma apologia contra as normas de saúde. Qualquer pessoa sensata não entenderia desta forma. O princípio claro expressado por Paulo é que não devemos exercer nenhum tipo de discriminação ou julgamento àqueles que optam em viver um estilo de vida diferente dos demais. Seja para o bem ou para o mal, devemos todos respeitar as escolhas que as pessoas fazem. Por maiores que sejam os benefícios de uma vida vegetariana, não devemos servir de promotores acusando e perseguindo. Embora as citações de Paulo não estejam entrando nestes méritos, o princípio é válido e oportuno para qualquer situação da vida cristã.
Por outro lado, não podemos também achar que nossas atitudes não gerarão conseqüências na vida dos que nos rodeiam. Embora alguns usem o argumento de que ninguém é obrigado a seguir ou fazer o que faço, nossos exemplos são constantemente copiados pelos que nos admiram ou estão aprendendo conosco. Não pensem que, neste quesito cada um dará conta de si apenas, é bem verdade que a salvação é individual, mas todas as nossas atitudes que desencaminharem outros levando-os a perdição, pesarão contra nós no dia do juízo. Sou eu tutor de meu irmão? É a pergunta que muitos fazem, e a resposta em bons sons é, sim, nós somos tutores de nossos irmãos. Nosso exemplo deve ser exercido para salvar e melhorar a vida das pessoas e não para lhe trazer infortúnios ou perdição. Pense nisto.
QUARTA, 22 DE SETEMBRO
Observância de dias
(Rm 14:4-10).
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
Rm 14.5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente.
Rm 14.6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.
Rm 14.7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
Rm 14.8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.
Rm 14.9 Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
De que dias Paulo esteve falando? A maior certeza que temos destes versos é que ele não estava se referindo ao sábado do sétimo dia. O próprio discípulo evidencia este fato afirmando que o mandamento é “santo, justo e bom” (Rm 7:12), e que ele mesmo tinha deleite ou “prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22). Paulo tinha por costume estar no templo aos sábados (At 17:2), isto é provável porque sua profissão comum era fabricar tendas (At 18:3). Se ele fabricava tendas durante a semana, porque razão parava especialmente aos sábados? Sendo que ele tinha 7 dias da semana, por que razão parava somente aos sábados para pregar tanto a judeus quanto a gentios? (At 18:4; 17:2; 13:27,42,44).
No entanto, se Paulo não estava se referindo ao sábado em Romanos 14, de que dias se tratava então? Não seria irrazoavel discorrer um assunto sabático com assuntos pertinentes a alimentos sacrificados a ídolos?
O problema girou em torno dos festivais judaicos que alguns convertidos judeus ao cristianismo ainda pretendiam mantê-los ativos. Como é sabido por muitos, vários judeus que se converteram tinham sérias dificuldades em abandonar alguns de seus ritos e costumes. Pedro, um dos discípulos, foi um exemplo clássico, pois enfrentou vários problemas a este respeito e inclusive, se não fosse a direção, orientação e revelação de Deus, como de costume entre os judeus, em hipótese alguma teria se envolvido com gentios na casa de Cornélio (At 10:28). NÃO MESMO.
QUINTA E SEXTA, 23 E 24 DE SETEMBRO
Bênção de conclusão
(Rm 15:1-3).
Rm 15.1 Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
Rm 15.2 Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação.
Rm 15.3 Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
Rm 15.13 Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.
Rm 15.33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
Rm 16.24 [A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.]
Rm 16.25 Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos,
Rm 16.26 mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé;
Rm 16.27 ao único Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.
É muito comum, depois de tantas mentiras, violências e traições, os filmes e novelas terminarem com um final feliz. Na carta aos romanos não há nenhum tipo de montagem cinematográfica, pelo contrário, há a mais pura verdade de uma realidade incontestável. O término da carta de romanos pode ser um belo final feliz para os que compreendem o verdadeiro significado da salvação pela graça, e do verdadeiro significado do papel das obras na vida humana. Entretanto, a mensagem deste nobre discípulo, outorgada por Deus, ultrapassa centenas de gerações para alcançar a igreja cristã do nosso século. Hoje, eu e você somos alcançados por este evangelho maravilhoso que é o poder de Deus para a salvação do homem (Rm 1:15-17). Um dia nos encontraremos com Paulo no céu, e assim, poderemos ouvir de seus lábios o quanto foi honroso para ele transmitir estas tão exaltadas verdades. Mas, é importante entender que, como Paulo, nós hoje somos chamados a difundir as palavras de redenção assim como este discípulo ensinou aos outros. Somos comissionados por Deus para levar avante o evangelho do poder de Deus que salva e transforma vidas humanas. O mundo é como um imenso mar cheio de pessoas morrendo afogadas. Precisamos deixar nossa zona de conforto e pular na água para, como salva vidas, retirar as pessoas do afogamento.
Leitura adicional (Ellen White)
Vi o perigo em que o povo de Deus incorre ao olhar para o irmão e a irmã White, pensando que deve ir a eles com suas preocupações e em busca de conselho. Isso não deve ser assim. Eles foram convidados por seu compassivo e amoroso Salvador a ir a Ele quando cansados e sobrecarregados, e Ele os aliviará. ... Muitos vêm a nós com a pergunta: Devo fazer isto? Devo envolver-me nesta empreitada? Ou, com relação ao vestuário: Devo usar este ou aquele artigo? Respondo-lhes: Vocês professam ser discípulos de Cristo. Estudem a Bíblia. Examinem cuidadosamente e com oração a vida de nosso querido Salvador quando habitava entre os homens na Terra. Imitem-na e não se desviarão do caminho estreito. Recusamo-nos absolutamente lhes servir de consciência. Se lhes dissermos exatamente o que fazer, vocês nos olharão como guias em lugar de irem diretamente a Jesus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 118, 119).
“Mas não devemos pôr a responsabilidade de nosso dever sobre outros, e esperar que eles nos digam o que fazer. Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. ... Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
NEEMIAS
A Copa de Neemias
Como nasce um líder? E o herói?
Neemias é um modelo de líder atípico. Não era rei, nem profeta. Não foi ungido como Davi, não recebeu a visita de um anjo, como Gideão; não teve uma experiência de chamamento divino como Moisés ou Samuel. Há aqueles que são escolhidos para serem líderes e há aqueles que se oferecem. Neemias é um destes: não é um escolhido, é um oferecido.
Um herói se importa – Neemias fica sabendo da situação de seus irmãos em Jerusalém. “Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá... passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo” (Ne 1:3). O povo havia retornado do cativeiro babilônico e uma tímida tentativa de restauração dos muros da cidade havia sido interrompida pelo rei Artaxerxes, o mesmo rei a quem Neemias servia como copeiro-mor. A reação de Neemias é a primeira que todo líder sente ao ser exposto a uma situação extrema: consternação. Neemias chora, lamenta e em seguida, ora e jejua por dias a fio.
Um herói se identifica com o sofredor - Neemias toma a causa do povo como sua. Apesar de ser judeu, Neemias não vivia nas mesmas e dramáticas condições de seu povo. Era um funcionário palaciano a mil e quinhentos quilômetros de distância da dor alheia. Tinha todas as desculpas para não se envolver. Mas o líder nato, toma a causa dos menos favorecidos como sua. Muitas vezes o líder é um igual que se diferencia dos demais. No caso de Neemias, ele era um diferente que decide se igualar. Em sua oração de confissão, Neemias se coloca na mesma condição dos demais: “Confesso os pecados que nós... Sim! Eu e o meu povo temos cometido” (Ne 1:6)
Um herói se vê capaz. Uma cidade destruída, um povo desmoralizado e desmotivado. Era essa a situação e Neemias não era um engenheiro civil, um empreiteiro ou um arquiteto. Era apenas o copeiro. Mas não era um copeiro qualquer, era o copeiro de Artaxerxes; era o homem da confiança do maior monarca da época. E com Neemias aprendemos que é necessário confiar nos talentos que possuímos. Caso contrário, jamais estaremos dispostos a assumir desafios. Muitos conselheiros espirituais poderiam dizer: “Não olhe para si mesmo. Olhe para Deus!”. Ouse discordar. Olhe para Deus e você verá que Deus está olhando para você.
Quando sabemos identificar nossas habilidades, também identificamos nossas limitações. Neemias tinha boa vontade e disposição, mas não tinha recursos materiais. Mas tinha dois recursos fundamentais: a confiança do rei e a confiança em Deus. Neemias decide interceder junto ao rei Artaxerxes. Mas, antes, ora fervorosamente (Ne 1:5-11). “Faze com que hoje este teu servo seja bem-sucedido, concedendo-lhe a benevolência do rei”. Quando o rei lhe pergunta o que ele deseja, Neemias responde: “Se for tua vontade, me envie à cidade de meus pais para que eu a reconstrua” (Ne 2:5) e aproveita a oportunidade com incrível ousadia: Pede uma licença de serviço, autorização para atravessar as fronteiras do reino, oficiais do rei para acompanhá-lo e madeira do jardim real para a restauração das portas da cidade e para a construção de uma moradia para si. Essa é a qualidade maior de qualquer herói: coragem. O rei nada lhe nega.
Neemias é um tipo de líder atípico. Não foi eleito, não foi nomeado, não foi formado, não foi galgando degrau por degrau até a condição de liderança. Mas é o herói típico. Pois é herói todo aquele que, diante da calamidade, é capaz de indignar-se (“Isso não pode continuar assim”), chamar a si a responsabilidade (“Preciso fazer algo a respeito”), identificar e mobilizar os recursos disponíveis (“Eis o que vou fazer!”) enquanto que o covarde é aquele capaz apenas de resignar-se (“Que pena”), desviar da responsabilidade (“Não é problema meu”) e ignorar os recursos favoráveis (“Não há nada que eu possa fazer”). Neemias é o líder-herói. Do tipo de líder que a Igreja mais precisa hoje. O tipo que bate o joelho no chão e clama aos Céus, e bate a mão no peito e diz: “Deixa comigo”.
Como nasce um líder? E o herói?
Neemias é um modelo de líder atípico. Não era rei, nem profeta. Não foi ungido como Davi, não recebeu a visita de um anjo, como Gideão; não teve uma experiência de chamamento divino como Moisés ou Samuel. Há aqueles que são escolhidos para serem líderes e há aqueles que se oferecem. Neemias é um destes: não é um escolhido, é um oferecido.
Um herói se importa – Neemias fica sabendo da situação de seus irmãos em Jerusalém. “Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá... passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo” (Ne 1:3). O povo havia retornado do cativeiro babilônico e uma tímida tentativa de restauração dos muros da cidade havia sido interrompida pelo rei Artaxerxes, o mesmo rei a quem Neemias servia como copeiro-mor. A reação de Neemias é a primeira que todo líder sente ao ser exposto a uma situação extrema: consternação. Neemias chora, lamenta e em seguida, ora e jejua por dias a fio.
Um herói se identifica com o sofredor - Neemias toma a causa do povo como sua. Apesar de ser judeu, Neemias não vivia nas mesmas e dramáticas condições de seu povo. Era um funcionário palaciano a mil e quinhentos quilômetros de distância da dor alheia. Tinha todas as desculpas para não se envolver. Mas o líder nato, toma a causa dos menos favorecidos como sua. Muitas vezes o líder é um igual que se diferencia dos demais. No caso de Neemias, ele era um diferente que decide se igualar. Em sua oração de confissão, Neemias se coloca na mesma condição dos demais: “Confesso os pecados que nós... Sim! Eu e o meu povo temos cometido” (Ne 1:6)
Um herói se vê capaz. Uma cidade destruída, um povo desmoralizado e desmotivado. Era essa a situação e Neemias não era um engenheiro civil, um empreiteiro ou um arquiteto. Era apenas o copeiro. Mas não era um copeiro qualquer, era o copeiro de Artaxerxes; era o homem da confiança do maior monarca da época. E com Neemias aprendemos que é necessário confiar nos talentos que possuímos. Caso contrário, jamais estaremos dispostos a assumir desafios. Muitos conselheiros espirituais poderiam dizer: “Não olhe para si mesmo. Olhe para Deus!”. Ouse discordar. Olhe para Deus e você verá que Deus está olhando para você.
Quando sabemos identificar nossas habilidades, também identificamos nossas limitações. Neemias tinha boa vontade e disposição, mas não tinha recursos materiais. Mas tinha dois recursos fundamentais: a confiança do rei e a confiança em Deus. Neemias decide interceder junto ao rei Artaxerxes. Mas, antes, ora fervorosamente (Ne 1:5-11). “Faze com que hoje este teu servo seja bem-sucedido, concedendo-lhe a benevolência do rei”. Quando o rei lhe pergunta o que ele deseja, Neemias responde: “Se for tua vontade, me envie à cidade de meus pais para que eu a reconstrua” (Ne 2:5) e aproveita a oportunidade com incrível ousadia: Pede uma licença de serviço, autorização para atravessar as fronteiras do reino, oficiais do rei para acompanhá-lo e madeira do jardim real para a restauração das portas da cidade e para a construção de uma moradia para si. Essa é a qualidade maior de qualquer herói: coragem. O rei nada lhe nega.
Neemias é um tipo de líder atípico. Não foi eleito, não foi nomeado, não foi formado, não foi galgando degrau por degrau até a condição de liderança. Mas é o herói típico. Pois é herói todo aquele que, diante da calamidade, é capaz de indignar-se (“Isso não pode continuar assim”), chamar a si a responsabilidade (“Preciso fazer algo a respeito”), identificar e mobilizar os recursos disponíveis (“Eis o que vou fazer!”) enquanto que o covarde é aquele capaz apenas de resignar-se (“Que pena”), desviar da responsabilidade (“Não é problema meu”) e ignorar os recursos favoráveis (“Não há nada que eu possa fazer”). Neemias é o líder-herói. Do tipo de líder que a Igreja mais precisa hoje. O tipo que bate o joelho no chão e clama aos Céus, e bate a mão no peito e diz: “Deixa comigo”.
domingo, 1 de agosto de 2010
EXPONDO A FÉ
SÁBADO, 31 DE JULHO
EXPONDO A FÉ
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus mediante Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus,” (Rm 5:1-2).
Há muita confusão quanto ao assunto teológico da salvação, pois alguns tratam este tema de forma muito humana como se Deus estivesse nos sujeitando a fazer algo para conquistar a salvação. Por mais difícil que pareça ser, nada, absolutamente nada do que venhamos fazer nos colocará no céu. Esta verdade é tão sublime e soberana que ao invés de gerar discussões, deveria conquistar de nós a mais sublime admiração. Nossos olhos deveriam brilhar intensamente, nosso coração deveria arder de emoção, nossa consciência deveria ser ferida constantemente pelo que Cristo foi capaz de fazer por nossas vidas. Nosso salário era a morte eterna, mas Cristo impediu esta condenação pagando por nós com Sua própria vida. Isto não é significante? Não consigo entender, como ainda podem existir pessoas que insistem em querer inserir as obras humanas dentro do plano salvífico como se realmente alguma coisa pudéssemos ou devêssemos fazer para sermos aceitos.
Não podemos misturar justiça comunicada com imputada. Não podemos confundir justificação com santificação. Enquanto não soubermos distinguir estas duas coisas, sempre teremos problemas com liberalismo e perfeccionismo. Somos plenamente justificados pelo que Cristo fez por nós, e mesmo a santificação, nada poderá fazer por nós em termos de salvação. A santificação tem o seu devido lugar, e o seu lugar não é e jamais será o de justificar. A santificação é uma conseqüência natural da salvação. Em outras palavras, o crente que é salvo, conseqüentemente é transformado pelo poder que o salvou, mas ele não é transformado para ser salvo, mas porque já foi salvo.
DOMINGO, 01 DE AGOSTO
JUSTIFICADOS POIS...
Jesus foi perfeitamente obediente a lei para que esta obediência seja creditada a nós. Sua santidade e perfeição de caráter é concedida a todos os que o aceitam. Sei que esta declaração poderá gerar desconforto para alguns, mas, veja se estou realmente sendo coerente ou se estou forçando a interpretação:
“Alei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens”, (Desejado de Todas as Nações, p. 762)
Esta citação e minha afirmação não anulam em absolutamente nada o papel da santificação, mas serve para nos mostrar com clareza que muitos de nós podemos estar misturando as coisas e tentando impor nossas concepções de pureza, santidade, integridade ou busca pelo que é correto como fator de justificação própria. O papel da santificação pode ser o de qualquer um, menos o de estabelecer justificação. Nossas obras, por mais perfeitas que sejam, ainda serão como trapos de imundície perante Deus. A obediência é importante, pois demonstra a fé que aceitamos, mas, a partir do momento que tentamos fazer de nossas obras algo que tente comunicar justiça em nós, entraremos com certeza por caminhos distorcidos.
SEGUNDA, 02 DE AGOSTO
DEUS EM BUSCA DO HOMEM
“Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5:6-8).
Perdidos, essa era e é nossa condição sem Cristo. Antes que Deus, através de Cristo se manifestasse na cruz, antes que o plano da redenção fosse colocado em prática, não havia esperança alguma para a raça caída. Somos como urubus que são tentados e propensos a procurar pelas carniças do mundo. Não temos uma natureza propensa a procurar carniça para se alimentar, mas temos uma natureza muito pior do que isso, pois o desejo e as propensões para o pecado são infinitamente piores do que se alimentar se uma simples carniça. Não estou querendo jogar na lama a dignidade humana, porque na verdade nem dignidade temos.
O que estou super enfatizando é que, se não fosse Deus procurar o ser humano, estabelecer métodos de como salvá-lo, todos nós, sem faltar um, estaríamos completamente perdidos. Sem esperança, sem condições, sem absolutamente nada que pudesse ser feito por nós. As reivindicações da lei e da justiça divina são infinitamente muito superiores do que qualquer justiça que as criaturas possam oferecer. Mesmo as criaturas santas e imaculadas que vivem no céu, não poderiam suprir as reivindicações e justiças que a santa lei de Deus requeria, somente Cristo poderia supri-las.
Se nem mesmo um ser santo do céu, com exceção de Cristo, podia morrer pelo ser humano e com isto, poder suprir as exigências da justiça divina, isso deixa bem evidente que as coisas não são tão simples assim. Por esta razão, legalismo e perfeccionismo são extremos que precisam ser evitados. Que devemos pelo poder de Deus ser obedientes, disto ninguém tem dúvidas, mas pretender inserir o esforço humano ou perfeição humana como fator salvífico, não é somente heresia doutrinária, mas totalmente sem lógica. O papel da obediência com Deus é semelhante a um esposo que é fiel a sua esposa no casamento. Obediência com Deus deve ser uma conseqüência do que Ele foi capaz de fazer por nós, e nós, de igual forma, o servimos, em demonstração de amor para com Ele. Não podemos dizer que guardamos os Seus mandamentos porque do contrário, não iremos para o céu. Devemos dizer que guardamos os Seus mandamentos porque Ele foi capaz de fazer o inimaginável por nós. Nosso intenso desejo de servi-lo deve ser por amor.
TERÇA, 03 DE AGOSTO
A MORTE TRAGADA
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5:12).
A morte é sem dúvida alguma, a mais funesta de todas as conseqüências do pecado. Nossa própria natureza não aceita a morte. Mesmo os mais desiludidos com a vida, gostariam ao invés de morrer, ser felizes e realizados.
Um dia uma irmã muito jovem ficou muito doente e morreu. A família pediu que eu fizesse o velório uma vez que o pastor estava de viagem. Com autorização do pastor fiz o velório. Uma coisa me chocou muito nos relatos do esposo. Ele me disse que ela havia morrido em seus braços fazendo um ultimo pedido, que não a deixasse morrer.
Por mais trágica e poderosa que seja a morte, Deus nos deu a esperança de, mesmo em face deste mais trágico pesar, ainda podermos continuar vivendo. O mais curioso nesta realidade e deve fazer brilhar nossos olhos e fremir nosso coração, é que isto será possível graças ao que Jesus Cristo fez por nós na cruz do calvário. Seu sangue foi o preço pago para permitir que entremos um dia para a história da eternidade. Penso que teríamos menos problemas tanto pessoais quanto coletivos se olhássemos mais para Cristo do que para nós mesmos. Esta verdade absolutamente real deve permear toda nossa existência, consciência, pensamentos, enfim, todo o nosso ser.
Um dia viveremos sobre os laços da eternidade, sem pensar em morte, sem pensar em sepultura, sem visitar velórios ou nos despedirmos de pessoas que amamos. Acredite nisto com toda a força, pois através de Cristo esta verdade se tornará pura realidade.
QUARTA, 04 DE AGOSTO
A LEI DESPERTA A NECESSIDADE
“Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir” (Rm 5:13 e 14).
É bem verdade que a lei foi anunciada oficialmente em escritas a partir do Sinai. Mas isto não significa que ela não existia antes. Matar, roubar, adulterar que são três dos dez mandamentos sempre foram pecado.
Pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3:4), tanto antes do Sinai quanto depois. Assim como nos dias atuais, a salvação sempre foi pela graça e a lei tanto antes do Sinai quanto depois, sempre teve o papel de apenas apresentar nossa real condição e real necessidade de cura e restauração. A lei, ao nos mostrar o quanto estamos perdidos, nos apresenta que precisamos de uma solução que está além de nós. Essa solução é Cristo. Portanto, a lei desempenha também o nobre papel de nos conduzir até o redentor.
O problema sempre foi o pecado e não a lei. Satanás iniciou sua jornada contra Deus atacando sua lei no céu. No Éden permaneceu firme neste propósito e desdenhou por completo a lei de Deus. Em nossos dias, ele permanece no mesmo intento, pois sua afronta ao Deus eterno é revelado pelo seu real confronto à lei do Senhor.
Infelizmente, muitos se colocam nas mãos de satanás fazendo a sua funesta obra, a de se colocar contra os mandamentos de Deus. Existe toda uma antipatia pelas regras, leis, princípios e valores da vida ensinadas pela palavra de Deus. Ninguém quer saber das regras e por não se interessarem buscam de todo argumento plausível. Alguns dizem que a lei não existia antes do Sinai, ou dizem que a lei terminou na cruz, ou dizem que nem tudo na Bíblia é válido para os dias atuais. Enfim, o objetivo é sempre chegar nos dez mandamentos invalidando-os de alguma maneira.
Gradativamente vão anulando as leis que regem a vida mesmo em detrimento da graça, até o momento em que começam a corroer o real valor e necessidade da guarda de alguns ou de todos os mandamentos de Deus.
Particularmente, eu vejo nessa estratégia, uma bela arquitetura satânica de nos fazer olhar para a lei de Deus com menos apreço. É fato e verdade que a graça é tudo e suficiente para nós, mas jogar os mandamentos para um nível em que não é digno pode ser tão perigoso quanto. Não é de se admirar que um dia, os que guardam os mandamentos de Deus serão perseguidos até mesmo de morte por não renunciar a obediência a Deus? Pense nisso.
QUINTA, 05 DE AGOSTO
O SEGUNDO ADÃO
“Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão constituídos justos” (Rm 5:18,19).
Adão foi criado em todos os aspectos da pureza. Não havia pecado, mas, quando Adão pecou, ele cometeu o pecado por ele e por todos os que viriam de suas entranhas. Nós chamamos isto de pecado corporativo. O pecado de Adão foi por ele e por todos que fazem parte de suas entranhas. Conseqüentemente, todas as conseqüências que viriam a Adão, também sobrecairia a toda a raça pós Adão. A palavra de Deus diz que a morte passou a todos os homens por causa da desobediência e que não haveria nem um justo sequer, e ainda afirma que todos pecaram. É difícil crer que pecado poderia ser apenas um ato em si, uma vez que, a Bíblia apresenta culpabilidade em todos que vieram de Adão.
Neste ínterim, Cristo é apresentado como sendo o segundo Adão, pois Jesus assumiu todas as culpas de Adão e conseqüentemente a culpa de toda a raça caída. Pois assim “como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”. Assim como Adão cometeu o pecado corporativo, desta mesma forma Jesus precisava vir das entranhas de Adão (Raça humana), para que seu ato pudesse alcançar toda a raça caída. Isto chamamos de sacrifício corporativo.
Quando olhamos para o primeiro Adão, vemos apenas juízo e morte, mas quando olhamos para o segundo Adão, podemos buscar solução e cura para os pecados e morte.
EXPONDO A FÉ
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus mediante Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus,” (Rm 5:1-2).
Há muita confusão quanto ao assunto teológico da salvação, pois alguns tratam este tema de forma muito humana como se Deus estivesse nos sujeitando a fazer algo para conquistar a salvação. Por mais difícil que pareça ser, nada, absolutamente nada do que venhamos fazer nos colocará no céu. Esta verdade é tão sublime e soberana que ao invés de gerar discussões, deveria conquistar de nós a mais sublime admiração. Nossos olhos deveriam brilhar intensamente, nosso coração deveria arder de emoção, nossa consciência deveria ser ferida constantemente pelo que Cristo foi capaz de fazer por nossas vidas. Nosso salário era a morte eterna, mas Cristo impediu esta condenação pagando por nós com Sua própria vida. Isto não é significante? Não consigo entender, como ainda podem existir pessoas que insistem em querer inserir as obras humanas dentro do plano salvífico como se realmente alguma coisa pudéssemos ou devêssemos fazer para sermos aceitos.
Não podemos misturar justiça comunicada com imputada. Não podemos confundir justificação com santificação. Enquanto não soubermos distinguir estas duas coisas, sempre teremos problemas com liberalismo e perfeccionismo. Somos plenamente justificados pelo que Cristo fez por nós, e mesmo a santificação, nada poderá fazer por nós em termos de salvação. A santificação tem o seu devido lugar, e o seu lugar não é e jamais será o de justificar. A santificação é uma conseqüência natural da salvação. Em outras palavras, o crente que é salvo, conseqüentemente é transformado pelo poder que o salvou, mas ele não é transformado para ser salvo, mas porque já foi salvo.
DOMINGO, 01 DE AGOSTO
JUSTIFICADOS POIS...
Jesus foi perfeitamente obediente a lei para que esta obediência seja creditada a nós. Sua santidade e perfeição de caráter é concedida a todos os que o aceitam. Sei que esta declaração poderá gerar desconforto para alguns, mas, veja se estou realmente sendo coerente ou se estou forçando a interpretação:
“Alei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens”, (Desejado de Todas as Nações, p. 762)
Esta citação e minha afirmação não anulam em absolutamente nada o papel da santificação, mas serve para nos mostrar com clareza que muitos de nós podemos estar misturando as coisas e tentando impor nossas concepções de pureza, santidade, integridade ou busca pelo que é correto como fator de justificação própria. O papel da santificação pode ser o de qualquer um, menos o de estabelecer justificação. Nossas obras, por mais perfeitas que sejam, ainda serão como trapos de imundície perante Deus. A obediência é importante, pois demonstra a fé que aceitamos, mas, a partir do momento que tentamos fazer de nossas obras algo que tente comunicar justiça em nós, entraremos com certeza por caminhos distorcidos.
SEGUNDA, 02 DE AGOSTO
DEUS EM BUSCA DO HOMEM
“Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5:6-8).
Perdidos, essa era e é nossa condição sem Cristo. Antes que Deus, através de Cristo se manifestasse na cruz, antes que o plano da redenção fosse colocado em prática, não havia esperança alguma para a raça caída. Somos como urubus que são tentados e propensos a procurar pelas carniças do mundo. Não temos uma natureza propensa a procurar carniça para se alimentar, mas temos uma natureza muito pior do que isso, pois o desejo e as propensões para o pecado são infinitamente piores do que se alimentar se uma simples carniça. Não estou querendo jogar na lama a dignidade humana, porque na verdade nem dignidade temos.
O que estou super enfatizando é que, se não fosse Deus procurar o ser humano, estabelecer métodos de como salvá-lo, todos nós, sem faltar um, estaríamos completamente perdidos. Sem esperança, sem condições, sem absolutamente nada que pudesse ser feito por nós. As reivindicações da lei e da justiça divina são infinitamente muito superiores do que qualquer justiça que as criaturas possam oferecer. Mesmo as criaturas santas e imaculadas que vivem no céu, não poderiam suprir as reivindicações e justiças que a santa lei de Deus requeria, somente Cristo poderia supri-las.
Se nem mesmo um ser santo do céu, com exceção de Cristo, podia morrer pelo ser humano e com isto, poder suprir as exigências da justiça divina, isso deixa bem evidente que as coisas não são tão simples assim. Por esta razão, legalismo e perfeccionismo são extremos que precisam ser evitados. Que devemos pelo poder de Deus ser obedientes, disto ninguém tem dúvidas, mas pretender inserir o esforço humano ou perfeição humana como fator salvífico, não é somente heresia doutrinária, mas totalmente sem lógica. O papel da obediência com Deus é semelhante a um esposo que é fiel a sua esposa no casamento. Obediência com Deus deve ser uma conseqüência do que Ele foi capaz de fazer por nós, e nós, de igual forma, o servimos, em demonstração de amor para com Ele. Não podemos dizer que guardamos os Seus mandamentos porque do contrário, não iremos para o céu. Devemos dizer que guardamos os Seus mandamentos porque Ele foi capaz de fazer o inimaginável por nós. Nosso intenso desejo de servi-lo deve ser por amor.
TERÇA, 03 DE AGOSTO
A MORTE TRAGADA
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5:12).
A morte é sem dúvida alguma, a mais funesta de todas as conseqüências do pecado. Nossa própria natureza não aceita a morte. Mesmo os mais desiludidos com a vida, gostariam ao invés de morrer, ser felizes e realizados.
Um dia uma irmã muito jovem ficou muito doente e morreu. A família pediu que eu fizesse o velório uma vez que o pastor estava de viagem. Com autorização do pastor fiz o velório. Uma coisa me chocou muito nos relatos do esposo. Ele me disse que ela havia morrido em seus braços fazendo um ultimo pedido, que não a deixasse morrer.
Por mais trágica e poderosa que seja a morte, Deus nos deu a esperança de, mesmo em face deste mais trágico pesar, ainda podermos continuar vivendo. O mais curioso nesta realidade e deve fazer brilhar nossos olhos e fremir nosso coração, é que isto será possível graças ao que Jesus Cristo fez por nós na cruz do calvário. Seu sangue foi o preço pago para permitir que entremos um dia para a história da eternidade. Penso que teríamos menos problemas tanto pessoais quanto coletivos se olhássemos mais para Cristo do que para nós mesmos. Esta verdade absolutamente real deve permear toda nossa existência, consciência, pensamentos, enfim, todo o nosso ser.
Um dia viveremos sobre os laços da eternidade, sem pensar em morte, sem pensar em sepultura, sem visitar velórios ou nos despedirmos de pessoas que amamos. Acredite nisto com toda a força, pois através de Cristo esta verdade se tornará pura realidade.
QUARTA, 04 DE AGOSTO
A LEI DESPERTA A NECESSIDADE
“Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir” (Rm 5:13 e 14).
É bem verdade que a lei foi anunciada oficialmente em escritas a partir do Sinai. Mas isto não significa que ela não existia antes. Matar, roubar, adulterar que são três dos dez mandamentos sempre foram pecado.
Pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3:4), tanto antes do Sinai quanto depois. Assim como nos dias atuais, a salvação sempre foi pela graça e a lei tanto antes do Sinai quanto depois, sempre teve o papel de apenas apresentar nossa real condição e real necessidade de cura e restauração. A lei, ao nos mostrar o quanto estamos perdidos, nos apresenta que precisamos de uma solução que está além de nós. Essa solução é Cristo. Portanto, a lei desempenha também o nobre papel de nos conduzir até o redentor.
O problema sempre foi o pecado e não a lei. Satanás iniciou sua jornada contra Deus atacando sua lei no céu. No Éden permaneceu firme neste propósito e desdenhou por completo a lei de Deus. Em nossos dias, ele permanece no mesmo intento, pois sua afronta ao Deus eterno é revelado pelo seu real confronto à lei do Senhor.
Infelizmente, muitos se colocam nas mãos de satanás fazendo a sua funesta obra, a de se colocar contra os mandamentos de Deus. Existe toda uma antipatia pelas regras, leis, princípios e valores da vida ensinadas pela palavra de Deus. Ninguém quer saber das regras e por não se interessarem buscam de todo argumento plausível. Alguns dizem que a lei não existia antes do Sinai, ou dizem que a lei terminou na cruz, ou dizem que nem tudo na Bíblia é válido para os dias atuais. Enfim, o objetivo é sempre chegar nos dez mandamentos invalidando-os de alguma maneira.
Gradativamente vão anulando as leis que regem a vida mesmo em detrimento da graça, até o momento em que começam a corroer o real valor e necessidade da guarda de alguns ou de todos os mandamentos de Deus.
Particularmente, eu vejo nessa estratégia, uma bela arquitetura satânica de nos fazer olhar para a lei de Deus com menos apreço. É fato e verdade que a graça é tudo e suficiente para nós, mas jogar os mandamentos para um nível em que não é digno pode ser tão perigoso quanto. Não é de se admirar que um dia, os que guardam os mandamentos de Deus serão perseguidos até mesmo de morte por não renunciar a obediência a Deus? Pense nisso.
QUINTA, 05 DE AGOSTO
O SEGUNDO ADÃO
“Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão constituídos justos” (Rm 5:18,19).
Adão foi criado em todos os aspectos da pureza. Não havia pecado, mas, quando Adão pecou, ele cometeu o pecado por ele e por todos os que viriam de suas entranhas. Nós chamamos isto de pecado corporativo. O pecado de Adão foi por ele e por todos que fazem parte de suas entranhas. Conseqüentemente, todas as conseqüências que viriam a Adão, também sobrecairia a toda a raça pós Adão. A palavra de Deus diz que a morte passou a todos os homens por causa da desobediência e que não haveria nem um justo sequer, e ainda afirma que todos pecaram. É difícil crer que pecado poderia ser apenas um ato em si, uma vez que, a Bíblia apresenta culpabilidade em todos que vieram de Adão.
Neste ínterim, Cristo é apresentado como sendo o segundo Adão, pois Jesus assumiu todas as culpas de Adão e conseqüentemente a culpa de toda a raça caída. Pois assim “como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”. Assim como Adão cometeu o pecado corporativo, desta mesma forma Jesus precisava vir das entranhas de Adão (Raça humana), para que seu ato pudesse alcançar toda a raça caída. Isto chamamos de sacrifício corporativo.
Quando olhamos para o primeiro Adão, vemos apenas juízo e morte, mas quando olhamos para o segundo Adão, podemos buscar solução e cura para os pecados e morte.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 3º Trimestre 2010 (03 a 09 de Julho)
Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 3º Trimestre 2010 (03 a 09 de Julho)
Comentário: Gilberto G. Theiss
SÁBADO, 03 DE JULHO
JUDEUS E GENTIOS
“A lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:37).
O Messias chegara, mas infelizmente não fora bem recebido por Seu povo. Com o tempo, muitos dentre os Judeus, foram compreendendo que, àquele que haviam rejeitado era de fato o Messias. Milhares de Judeus aceitaram a Cristo no pentecostes (Atos 2), e outros milhares foram aceitando no decorrer do tempo. Entretanto, os Judeus não eram os únicos a aceitar o Cristo ressurreto, pois, muitos dentre os gentios, tocados pela verdade e pelo Espírito Santo, foram fazendo parte daqueles que seguiam e professavam Jesus na vida. Muitos dos Judeus convertidos acreditavam que os gentios somente deveriam ser aceitos na fé cristã se por ventura passassem primeiro pelo sistema de regras e leis mosaicas que eles, os Judeus, cumpriam antes de aceitar a Cristo.
É neste ínterim, que podemos observar um dos primeiros grandes problemas da igreja primitiva. Para resolver tal impasse, foi necessário convocar os líderes de várias partes para criar uma assembléia e decidir sobre tais problemas. Com a assembléia, decisões foram tomadas, mas infelizmente, como em todo o tempo, falsos ensinadores se levantaram, ignoraram as decisões tomadas no concílio de Jerusalém, e impuseram aos gentios alguns costumes cerimoniais. Interessante notar que, mesmo naquele tempo, já era muito comum existir dissidentes no meio da igreja. Heresias e falsas concepções teológicas foram proclamadas como sendo verdades e a posição da assembléia ignorada e rejeitada. Este fato linka nosso pensamento aos nossos dias, pois, assim como nos dias dos apóstolos, em pleno século XXI existem pessoas em nosso meio pretendendo ter luz especial para dizer que na igreja há doutrinas espúrias e contaminadas.
É possível que haja muitos erros na igreja que precisem ser corrigidos, com certeza há muito orgulho, arrogância e injustiças em nosso meio, com certeza o secularismo e o mundanismo entraram para nossas portas, tudo isto foi profetizado que aconteceria, mas, erros doutrinários, poderiam comprometer a igreja de modo geral. A igreja remanescente deixaria de ser a igreja verdadeira caso tivesse suas doutrinas corrompidas. Deus permitiria o mundanismo entrar, como foi profetizado, mas, com o objetivo de proteger Sua igreja, não permitiria em nenhuma hipótese, um comprometimento doutrinário. Isto está fora de cogitação. Há dezenas de promessas no Espírito de Profecia que nos trás conforto da proteção e do cuidado de Deus a esta igreja com o objetivo de não permitir sua queda.
DOMINGO, 04 DE JULHO
SUPERIORES PROMESSAS
“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6).
Superiores Promessas
Imagine o seguinte; o que seria de todos os povos antes de Cristo, que haviam feito inúmeros sacrifícios, se Jesus não tivesse vindo? Todos, absolutamente todos estariam perdidos. Tanto os da antiga aliança, quanto os da nova aliança, estariam perdidos, inclusive eu e também você que está discorrendo seus olhos sobre este comentário. Mas, é claro, Jesus veio para nós e também veio para aqueles que, embora mortos, viveram na condição das promessas baseadas em cerimonialismo. De fato, as boas novas do evangelho em Cristo, são extremamente superiores, tanto para os antigos quanto para os contemporâneos. Esta revelação deixa claro que a fidelidade de Cristo, Sua justiça e graça são nossas únicas chances de salvação eterna, e Ellen White, falando a esse respeito, foi contundente ao afirmar que “Alei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens”, (Desejado de Todas as Nações, p. 762), e que “Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação” (Desejado de Todas as Nações, p. 280). Embora as obras sejam fundamentais para apresentar nossa fé e mostrar o que o poder de Deus é capaz de fazer na vida humana, elas não podem fazer absolutamente nada por nós no tocante a salvação. Isto não significa que passamos a ter liberdade para viver de maneira irresponsável, pois se assim vivermos, arcaremos com as conseqüências letais da desobediência.
O fato de nossas obras não poder ser creditadas como fator salvífico, não significa que não sejam relevantes e importantes. Temos que ter em mente que, Lúcifer não entrou no céu por causa de sua obediência, mas a falta dela fez com que fosse expulso de lá. Adão não foi colocado no Éden por causa de sua obediência, mas a falta dela impediu que ele permanecesse ali sendo obrigado a se retirar. Da mesma forma, ninguém será salvo por ter sido obediente, mas a falta da obediência a Deus privará milhares e milhares de entrar nos portões celestiais. Isto poderá até parecer um paradoxo se olharmos apenas sobre a ótica humana, mas deixará de ser um paradoxo se olharmos para a ótica do que a graça que salva é capaz de fazer na vida dos seres caídos. O detalhe é que, a obediência, as obras e a transformação do caráter, são integralmente frutos da graça salvífica. A graça realiza em nós tanto o querer quanto perfazer (Fl 2:13), é a graça de Cristo que é capaz de nos salvar e ao mesmo tempo nos transformar à semelhança do caráter de Cristo, pois a verdadeira graça que salva, também nos “conduzirá aos fiéis deveres da vida” (Santificação, p. 87), e nos habilitará a “prestar obediência” a Deus (Santificação, p. 81); A nossa parte em tudo isto se prende no ato da decisão e no ato da renúncia e disposição. Em outras palavras, temos que aceitar e praticar a renúncia constante do próprio eu e permitir a ação do Espírito Santo sobre todo o nosso ser, corpo, alma e espírito (I Ts 5:23).
Em Mateus 19:17, em tons claros, Jesus disse ao jovem rico, que entraremos na vida se guardarmos os Seus mandamentos. Em Apocalipse 12:17 apresenta o povo remanescente recebendo a fúria do dragão (Satanás), e este povo é identificado como sendo os que guardam os mandamentos de Deus. Em Apocalipse 14:12, João contempla os salvos como sendo os que guardam os mandamentos de Deus. Com estas passagens em mente, fica fácil entender o motivo a qual Tiago disse que “Qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, se torna culpado de todos”, e ainda afirma que “se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei” (Tg 2:10,11).
Os discípulos, especialmente Paulo, queriam incutir na mente, tanto de Judeus quanto dos gentios, que, as leis mosaicas do cerimonialismo, como o sacrifício de cordeiros, as festividades, os sábados cerimoniais, o sacerdócio levítico e a circuncisão, foram descontinuados, pois Cristo era o real cumprimento de todos estes ritos, e eram uma espécie de profecia que apontavam para Jesus (Cl 2:16,17), mas, os dez mandamentos não eram transitórios ou cerimoniais e sempre foram a essência do antigo concerto e continuou sendo a essência do novo, pois esses mandamentos foram instituídos para sempre (Sl 111:7,8), e não foram dados para servir de cerimonial ou rito, mas para conduzir os povos sobre as normas da moralidade. Lembre-se que normas morais nunca podem ser abolidas.
SEGUNDA, 05 DE JULHO
LEIS E REGULAMENTOS JUDAICOS
(LEVITICO 12, 16 E 23)
No Pentateuco, encontramos cerca de 613 leis divididas em pelo menos 5 categorias. 1º Lei moral: Eram os dez mandamentos, que representavam o caráter de Deus e foram dados pelo próprio Deus; 2º leis da saúde e higiene: Leis destinadas a conservar a saúde do corpo e da mente e também da pureza; 3º Leis civis: Visava proteger os direitos de cada cidadão; 4º Leis do estatuto e juízo: Para manter a ordem e proteção dos indivíduos; 5º Leis cerimoniais: Consistiam em todos os ritos que mantinham o santuário em funcionamento e eram uma representação clara do plano salvífico em Cristo. Por esta razão que Paulo disse que “tudo isso (Leis cerimoniais) tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl 2:17).
É comum ouvir por ai que os Judeus não faziam distinção de leis e que tal distinção fora uma invenção dos adventistas. É verdade que os Judeus não fazem costumeiras separações das leis, pelo fato de todas virem direta ou indiretamente de Deus, mas é mentira supor que teólogos judaicos não reconheçam que há leis distintas dentro do Pentateuco, observe com atenção o que diz uma conceituada enciclopédia Judaica:
“Encyclopaedia Judaica” de 1906, no artigo "Law", escrito por Louis Ginzberg, Professor de Talmud da Universidade judaica de Nova York e Solomon Schechter, Presidente da mesma faculdade, à época:
"O termo Judaico "lei" inclui muito mais do que geralmente se compreende sob este nome. Portanto, o material que é encontrado nos códices judaicos é de vários tipos, e diferentes porções tem sido freqüentemente tratadas em várias obras legais. Os originadores das leis bíblicas, estavam bem cientes das diferenças entre lei moral, cerimonial e jurídica, como se pode provar pelo número de sinônimos para "lei" encontrados nas Escrituras. Pois, ainda que estes sinônimos fossem, com o passar do tempo, utilizados sem distinção, não resta dúvida de que originariamente, indicavam diferentes classes de leis, sendo que a diferenciação original se foi perdendo quando as leis eram todas reputadas como de origem divina."
Todas estas leis, formavam todo o conjunto de mais de 600 leis do Pentateuco, porém, os Judeus sabiam que havia algo de especial na lei dos dez mandamentos, pois, ao contrário das demais, os dez preceitos foram escritos diretamente pelo dedo do próprio Deus (Êx 31:18; 20:3-17), e depois, transmitidos ao povo Israelita por intermédio de Moisés, e para nós, transmitidos por Cristo (Mt 19:17; Jo 14:15, 21; 15:10, e pelos discípulos (Rm 3:31; 7:12, 14; 13:8-10; Tg 2:10,11; 1 Jo 2:4; 3:4; 5:3; 2 Jo 6).
A maior dificuldade para muitos evangélicos não é aceitar os dez mandamentos, mas apenas o quarto que implica na guarda do sábado do sétimo dia. Dizem que o sábado foi dado como mandamento somente no Sinai e que sua guarda era restrita aos Judeus. Esta suposição é tão equivocada, que até Martinho Lutero não corroborava tal pensamento, pois ele mesmo escreveu que:
"Destarte podes ver que o sábado existia antes que viesse a lei de Moisés, e tem existido desde o princípio do mundo. Especialmente têm os devotos, que preservaram a fé verdadeira, se reunido e apelado a Deus nesse dia".--Traduzido de "Auslegung des Alten Testament" (Comentário Sobre o Velho Testamento), em "Sämmtliche Schriften" (Escritos Coletados), editado por J. G. Walch., Vol. 3, col. 950.
Mesmo em nossos dias, podemos encontrar notáveis teólogos e pastores evangélicos de igrejas como: Assembléia de Deus, Batista, Metodista, Presbiteriano e padres e bispos católicos afirmando categoricamente que o sábado e os dez mandamentos ainda hoje são a base do novo concerto assim como foi do velho. As declarações destes teólogos podem ser lidas no livro intitulado “O Despertar de um Mandamento”, dos autores: Natan F. Silva, Gilberto G. Theiss e Azenilto G. Brito.
TERÇA, 06 DE JULHO
O QUE DEVO FAZER PARA SER SALVO
“Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidares segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos” (At 15:1).
Certa vez um homem com toda a sua família se encontrava desalojado, sem dinheiro e sem comida. Um outro senhor, dono de muitas posses, sentiu o profundo desejo de ajudar esta família, oferecendo-lhe uma de suas casas para morarem até que as coisas se ajustassem, mesmo que durasse tempo indeterminado e sem pagar absolutamente nenhum centavo pelo aluguel. O rapaz, chefe desta família que fora ajudado, acabou arrumando um jeito de fazer uns bicos e quando chegou ao final do mês, juntou um dinheiro equivalente a um mês de aluguel e entregou na mão do proprietário. O proprietário devolveu o dinheiro e disse que ele havia concedido a sua casa a eles com o intuito de ajudá-los. Mesmo assim, com muita insistência, o rapaz pediu que o dono da casa aceitasse esse dinheiro.
O que esta história nos ensina no âmbito espiritual, é que, Deus nos oferece a salvação de graça ou pela graça, mas muitos de nós insistimos em pagar angariar obras para pagar por aquilo que Ele já nos ofereceu gratuitamente. Desde os tempos de Paulo, havia aqueles que sempre, de alguma forma, anulavam o poder da graça colocando no lugar dela as obras humanas. Repito, as obras são importantes, mas quando o assunto se prende no aspecto da salvação, elas nada podem ou poderão fazer por nós.
QUARTA, 07 DE JULHO
“NÃO IMPOR MAIOR ENCARGO”
(Atos 15:5-29)
Como visto em atos 15, a decisão tomada nesta assembléia, contrariou grandemente os judaizantes da época. Os ritos cerimoniais deviam ser deixados de lado uma vez que Cristo havia sido o real cumprimento delas. Portanto, os gentios não deviam cumprir nenhum cerimonial da antiga aliança. Se Cristo, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo, já havia sido imolado na cruz, que sentido teria continuar a praticar ritos circunstanciados a uma aliança baseada em sangue de animais? Muitos dentre os Judeus que se convertiam a Cristo, estavam tão apegados aos ritos, que não conseguiam imaginar uma vida religiosa sem eles.
Muitos evangélicos contemporâneos costumam, na sinceridade, dizer que se o sábado ainda fosse para ser guardado, os discípulos teriam falado algo a esse respeito para os gentios. Argumentam que eles se preocuparam em alertá-los sobre a abstinência no comer sangue de animais, mas não se preocuparam em avisá-los da responsabilidade de guardar o sábado. Ora, se este argumento for válido, isto significaria que os gentios podiam, além de violar o sábado, cometer adultério, matar, roubar e fazer tudo mais que possivelmente não tenha sido discutido neste concílio? Não podemos nos esquecer que matar, roubar e adulterar, estão inseridos nas mesmas tábuas onde está prescrito o mandamento sabático. Mas e quanto as regras dadas aos gentios, por que foram dadas, enquanto que outras importantes foram deixadas de lado?
Os discípulos, embora não tivessem aceitado que os ritos judaizantes fossem praticados pelos novos conversos gentios, também se preocuparam com alguns comportamentos entre eles que pudessem trazer escândalos aos judeus cristãos. Uma carta fora escrita aos gentios conversos, instruindo-os a se absterem de carnes sacrificadas a ídolos, relações sexuais ilícitas, carnes sufocadas e do sangue. Com isto, objetivava-os, além de se precaver contra o pecado, evitar maiores problemas entre os dois povos, conservando a paz e unidade entre eles.
Em suma, a assembléia visou impedir o avanço da prática judaica dos ritos entre os novos conversos em Cristo e ao mesmo tempo trazer responsabilidades importantes aos gentios sobre alguma práticas que eram comuns na época e ao mesmo tempo poderiam redundar em escândalos entre os judeus conversos.
QUINTA E SEXTA, 08 E 09 DE JULHO
A HERESIA DOS GÁLATAS
(Gl 1:1-12)
O dedicado Paulo, neste contexto, precisa interromper parte de suas atividades para escrever uma carta com o objetivo de vacinar os irmãos de Roma contra as heresias que estavam se levantando na Galácia. Estas heresias são as que já comentamos até aqui, no que diz respeito aos ritos cerimoniais e a circuncisão. O que pode nos chamar a atenção, além de muitas outras lições, é o fato de o líder precisar separar tempo para tentar impedir que as heresias entrem no meio do rebanho de Deus.
Se o povo se dedicasse mais ao estudo da Bíblia, das doutrinas, dos valores e princípios, se o povo se preocupasse um pouco mais em compreender pelo menos os principais temas da teologia, com certeza teríamos menos problemas teológicos, menos heresias e conseqüentemente seriam mais bem fundamentados, e por esta razão, os líderes, pastores e professores não seriam tão solicitados.
Em nossos dias, como nos dias de Paulo, neste sentido, não é em absolutamente nada diferente. Infelizmente, parece que em nossa época, talvez as pessoas sejam cada vez mais ignorantes quanto as mais importantes verdades Bíblicas. Não podemos subestimar a heresia, pois ela funciona e pode arrastar multidões. Quanto mais pessoas deixam de estudar a Bíblia, maior será a dimensão da apostasia. A entrada de conceitos errados é como um parasita que sempre terá onde se hospedar quando o povo se torna superficial no conhecimento da verdade. A doença somente entra no corpo, quando o sistema imunológico está fraco. Na igreja, a heresia e o mundanismo entram, porque o sistema imunológico dela está enfraquecido.
A lição mais impressionante que julgo ser interessante extrair desta história de Paulo, é que em pleno século XXI, temos cada vez mais líderes despreparados para responder aos grandes questionamentos teológicos. O povo, por conhecer menos da verdade, está meio que perdido dentro da igreja e extremamente vulnerável aos ataques dissidentes. Mas o pior é que, muitos líderes (Não todos), ao contrário de Paulo, não possuem respostas que sejam capazes de solucionar as grandes indagações que são levantadas em nosso meio. Desta forma, a crise de identidade religiosa, gradativamente se alarga e se agrava.
O mundo e o secularismo, juntamente com a heresia e a superficialidade cristã, invadem a igreja em nossos dias pelas portas da frente e sem pedir licença. Mas, diante destes fatos, o que poderíamos ou deveríamos fazer? O que eu como membro, líder ou pastor devo fazer para reverter este quadro? Talvez o quadro não seja totalmente revertido antes da chuva serôdia e da sacudidura, mas é possível minimizá-lo se todos nós nos empenharmos a investir mais em nossa vida espiritual, comprometimento com Deus, estudo mais minucioso da Bíblia e do Espírito de Profecia, e se fizermos principalmente duas coisas que considero as mais urgentes, viver a luz que Deus nos tem dado e nos empenharmos mais na obra missionária.
Para encerrar, não poderia deixar de lembrar das advertências dadas aos que ignoram a luz e o conhecimento provido por Deus a nós, pois tais negligências trarão conseqüências trágicas aos obstinados, observe:
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4:6).
“Quão pouca atenção é dada mesmo às instruções do Mestre celestial. Muitos não estudam a Palavra de Deus ou não atendem a suas solenes verdades, e essas claras verdades se levantarão no julgamento e os condenarão” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 500).
Reflexão
“O povo não compreendia a pecaminosidade de seu coração e que, sem Cristo, lhe era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entrou em concerto com Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371, 372).
“Através da influência de falsos ensinadores que se tinham levantado entre os crentes em Jerusalém, a divisão, heresia e sensualismo estavam rapidamente ganhando terreno entre os crentes na Galácia. Esses falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 383).
Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 3º Trimestre 2010 (03 a 09 de Julho)
Comentário: Gilberto G. Theiss
SÁBADO, 03 DE JULHO
JUDEUS E GENTIOS
“A lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:37).
O Messias chegara, mas infelizmente não fora bem recebido por Seu povo. Com o tempo, muitos dentre os Judeus, foram compreendendo que, àquele que haviam rejeitado era de fato o Messias. Milhares de Judeus aceitaram a Cristo no pentecostes (Atos 2), e outros milhares foram aceitando no decorrer do tempo. Entretanto, os Judeus não eram os únicos a aceitar o Cristo ressurreto, pois, muitos dentre os gentios, tocados pela verdade e pelo Espírito Santo, foram fazendo parte daqueles que seguiam e professavam Jesus na vida. Muitos dos Judeus convertidos acreditavam que os gentios somente deveriam ser aceitos na fé cristã se por ventura passassem primeiro pelo sistema de regras e leis mosaicas que eles, os Judeus, cumpriam antes de aceitar a Cristo.
É neste ínterim, que podemos observar um dos primeiros grandes problemas da igreja primitiva. Para resolver tal impasse, foi necessário convocar os líderes de várias partes para criar uma assembléia e decidir sobre tais problemas. Com a assembléia, decisões foram tomadas, mas infelizmente, como em todo o tempo, falsos ensinadores se levantaram, ignoraram as decisões tomadas no concílio de Jerusalém, e impuseram aos gentios alguns costumes cerimoniais. Interessante notar que, mesmo naquele tempo, já era muito comum existir dissidentes no meio da igreja. Heresias e falsas concepções teológicas foram proclamadas como sendo verdades e a posição da assembléia ignorada e rejeitada. Este fato linka nosso pensamento aos nossos dias, pois, assim como nos dias dos apóstolos, em pleno século XXI existem pessoas em nosso meio pretendendo ter luz especial para dizer que na igreja há doutrinas espúrias e contaminadas.
É possível que haja muitos erros na igreja que precisem ser corrigidos, com certeza há muito orgulho, arrogância e injustiças em nosso meio, com certeza o secularismo e o mundanismo entraram para nossas portas, tudo isto foi profetizado que aconteceria, mas, erros doutrinários, poderiam comprometer a igreja de modo geral. A igreja remanescente deixaria de ser a igreja verdadeira caso tivesse suas doutrinas corrompidas. Deus permitiria o mundanismo entrar, como foi profetizado, mas, com o objetivo de proteger Sua igreja, não permitiria em nenhuma hipótese, um comprometimento doutrinário. Isto está fora de cogitação. Há dezenas de promessas no Espírito de Profecia que nos trás conforto da proteção e do cuidado de Deus a esta igreja com o objetivo de não permitir sua queda.
DOMINGO, 04 DE JULHO
SUPERIORES PROMESSAS
“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6).
Superiores Promessas
Imagine o seguinte; o que seria de todos os povos antes de Cristo, que haviam feito inúmeros sacrifícios, se Jesus não tivesse vindo? Todos, absolutamente todos estariam perdidos. Tanto os da antiga aliança, quanto os da nova aliança, estariam perdidos, inclusive eu e também você que está discorrendo seus olhos sobre este comentário. Mas, é claro, Jesus veio para nós e também veio para aqueles que, embora mortos, viveram na condição das promessas baseadas em cerimonialismo. De fato, as boas novas do evangelho em Cristo, são extremamente superiores, tanto para os antigos quanto para os contemporâneos. Esta revelação deixa claro que a fidelidade de Cristo, Sua justiça e graça são nossas únicas chances de salvação eterna, e Ellen White, falando a esse respeito, foi contundente ao afirmar que “Alei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens”, (Desejado de Todas as Nações, p. 762), e que “Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação” (Desejado de Todas as Nações, p. 280). Embora as obras sejam fundamentais para apresentar nossa fé e mostrar o que o poder de Deus é capaz de fazer na vida humana, elas não podem fazer absolutamente nada por nós no tocante a salvação. Isto não significa que passamos a ter liberdade para viver de maneira irresponsável, pois se assim vivermos, arcaremos com as conseqüências letais da desobediência.
O fato de nossas obras não poder ser creditadas como fator salvífico, não significa que não sejam relevantes e importantes. Temos que ter em mente que, Lúcifer não entrou no céu por causa de sua obediência, mas a falta dela fez com que fosse expulso de lá. Adão não foi colocado no Éden por causa de sua obediência, mas a falta dela impediu que ele permanecesse ali sendo obrigado a se retirar. Da mesma forma, ninguém será salvo por ter sido obediente, mas a falta da obediência a Deus privará milhares e milhares de entrar nos portões celestiais. Isto poderá até parecer um paradoxo se olharmos apenas sobre a ótica humana, mas deixará de ser um paradoxo se olharmos para a ótica do que a graça que salva é capaz de fazer na vida dos seres caídos. O detalhe é que, a obediência, as obras e a transformação do caráter, são integralmente frutos da graça salvífica. A graça realiza em nós tanto o querer quanto perfazer (Fl 2:13), é a graça de Cristo que é capaz de nos salvar e ao mesmo tempo nos transformar à semelhança do caráter de Cristo, pois a verdadeira graça que salva, também nos “conduzirá aos fiéis deveres da vida” (Santificação, p. 87), e nos habilitará a “prestar obediência” a Deus (Santificação, p. 81); A nossa parte em tudo isto se prende no ato da decisão e no ato da renúncia e disposição. Em outras palavras, temos que aceitar e praticar a renúncia constante do próprio eu e permitir a ação do Espírito Santo sobre todo o nosso ser, corpo, alma e espírito (I Ts 5:23).
Em Mateus 19:17, em tons claros, Jesus disse ao jovem rico, que entraremos na vida se guardarmos os Seus mandamentos. Em Apocalipse 12:17 apresenta o povo remanescente recebendo a fúria do dragão (Satanás), e este povo é identificado como sendo os que guardam os mandamentos de Deus. Em Apocalipse 14:12, João contempla os salvos como sendo os que guardam os mandamentos de Deus. Com estas passagens em mente, fica fácil entender o motivo a qual Tiago disse que “Qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, se torna culpado de todos”, e ainda afirma que “se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei” (Tg 2:10,11).
Os discípulos, especialmente Paulo, queriam incutir na mente, tanto de Judeus quanto dos gentios, que, as leis mosaicas do cerimonialismo, como o sacrifício de cordeiros, as festividades, os sábados cerimoniais, o sacerdócio levítico e a circuncisão, foram descontinuados, pois Cristo era o real cumprimento de todos estes ritos, e eram uma espécie de profecia que apontavam para Jesus (Cl 2:16,17), mas, os dez mandamentos não eram transitórios ou cerimoniais e sempre foram a essência do antigo concerto e continuou sendo a essência do novo, pois esses mandamentos foram instituídos para sempre (Sl 111:7,8), e não foram dados para servir de cerimonial ou rito, mas para conduzir os povos sobre as normas da moralidade. Lembre-se que normas morais nunca podem ser abolidas.
SEGUNDA, 05 DE JULHO
LEIS E REGULAMENTOS JUDAICOS
(LEVITICO 12, 16 E 23)
No Pentateuco, encontramos cerca de 613 leis divididas em pelo menos 5 categorias. 1º Lei moral: Eram os dez mandamentos, que representavam o caráter de Deus e foram dados pelo próprio Deus; 2º leis da saúde e higiene: Leis destinadas a conservar a saúde do corpo e da mente e também da pureza; 3º Leis civis: Visava proteger os direitos de cada cidadão; 4º Leis do estatuto e juízo: Para manter a ordem e proteção dos indivíduos; 5º Leis cerimoniais: Consistiam em todos os ritos que mantinham o santuário em funcionamento e eram uma representação clara do plano salvífico em Cristo. Por esta razão que Paulo disse que “tudo isso (Leis cerimoniais) tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl 2:17).
É comum ouvir por ai que os Judeus não faziam distinção de leis e que tal distinção fora uma invenção dos adventistas. É verdade que os Judeus não fazem costumeiras separações das leis, pelo fato de todas virem direta ou indiretamente de Deus, mas é mentira supor que teólogos judaicos não reconheçam que há leis distintas dentro do Pentateuco, observe com atenção o que diz uma conceituada enciclopédia Judaica:
“Encyclopaedia Judaica” de 1906, no artigo "Law", escrito por Louis Ginzberg, Professor de Talmud da Universidade judaica de Nova York e Solomon Schechter, Presidente da mesma faculdade, à época:
"O termo Judaico "lei" inclui muito mais do que geralmente se compreende sob este nome. Portanto, o material que é encontrado nos códices judaicos é de vários tipos, e diferentes porções tem sido freqüentemente tratadas em várias obras legais. Os originadores das leis bíblicas, estavam bem cientes das diferenças entre lei moral, cerimonial e jurídica, como se pode provar pelo número de sinônimos para "lei" encontrados nas Escrituras. Pois, ainda que estes sinônimos fossem, com o passar do tempo, utilizados sem distinção, não resta dúvida de que originariamente, indicavam diferentes classes de leis, sendo que a diferenciação original se foi perdendo quando as leis eram todas reputadas como de origem divina."
Todas estas leis, formavam todo o conjunto de mais de 600 leis do Pentateuco, porém, os Judeus sabiam que havia algo de especial na lei dos dez mandamentos, pois, ao contrário das demais, os dez preceitos foram escritos diretamente pelo dedo do próprio Deus (Êx 31:18; 20:3-17), e depois, transmitidos ao povo Israelita por intermédio de Moisés, e para nós, transmitidos por Cristo (Mt 19:17; Jo 14:15, 21; 15:10, e pelos discípulos (Rm 3:31; 7:12, 14; 13:8-10; Tg 2:10,11; 1 Jo 2:4; 3:4; 5:3; 2 Jo 6).
A maior dificuldade para muitos evangélicos não é aceitar os dez mandamentos, mas apenas o quarto que implica na guarda do sábado do sétimo dia. Dizem que o sábado foi dado como mandamento somente no Sinai e que sua guarda era restrita aos Judeus. Esta suposição é tão equivocada, que até Martinho Lutero não corroborava tal pensamento, pois ele mesmo escreveu que:
"Destarte podes ver que o sábado existia antes que viesse a lei de Moisés, e tem existido desde o princípio do mundo. Especialmente têm os devotos, que preservaram a fé verdadeira, se reunido e apelado a Deus nesse dia".--Traduzido de "Auslegung des Alten Testament" (Comentário Sobre o Velho Testamento), em "Sämmtliche Schriften" (Escritos Coletados), editado por J. G. Walch., Vol. 3, col. 950.
Mesmo em nossos dias, podemos encontrar notáveis teólogos e pastores evangélicos de igrejas como: Assembléia de Deus, Batista, Metodista, Presbiteriano e padres e bispos católicos afirmando categoricamente que o sábado e os dez mandamentos ainda hoje são a base do novo concerto assim como foi do velho. As declarações destes teólogos podem ser lidas no livro intitulado “O Despertar de um Mandamento”, dos autores: Natan F. Silva, Gilberto G. Theiss e Azenilto G. Brito.
TERÇA, 06 DE JULHO
O QUE DEVO FAZER PARA SER SALVO
“Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidares segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos” (At 15:1).
Certa vez um homem com toda a sua família se encontrava desalojado, sem dinheiro e sem comida. Um outro senhor, dono de muitas posses, sentiu o profundo desejo de ajudar esta família, oferecendo-lhe uma de suas casas para morarem até que as coisas se ajustassem, mesmo que durasse tempo indeterminado e sem pagar absolutamente nenhum centavo pelo aluguel. O rapaz, chefe desta família que fora ajudado, acabou arrumando um jeito de fazer uns bicos e quando chegou ao final do mês, juntou um dinheiro equivalente a um mês de aluguel e entregou na mão do proprietário. O proprietário devolveu o dinheiro e disse que ele havia concedido a sua casa a eles com o intuito de ajudá-los. Mesmo assim, com muita insistência, o rapaz pediu que o dono da casa aceitasse esse dinheiro.
O que esta história nos ensina no âmbito espiritual, é que, Deus nos oferece a salvação de graça ou pela graça, mas muitos de nós insistimos em pagar angariar obras para pagar por aquilo que Ele já nos ofereceu gratuitamente. Desde os tempos de Paulo, havia aqueles que sempre, de alguma forma, anulavam o poder da graça colocando no lugar dela as obras humanas. Repito, as obras são importantes, mas quando o assunto se prende no aspecto da salvação, elas nada podem ou poderão fazer por nós.
QUARTA, 07 DE JULHO
“NÃO IMPOR MAIOR ENCARGO”
(Atos 15:5-29)
Como visto em atos 15, a decisão tomada nesta assembléia, contrariou grandemente os judaizantes da época. Os ritos cerimoniais deviam ser deixados de lado uma vez que Cristo havia sido o real cumprimento delas. Portanto, os gentios não deviam cumprir nenhum cerimonial da antiga aliança. Se Cristo, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo, já havia sido imolado na cruz, que sentido teria continuar a praticar ritos circunstanciados a uma aliança baseada em sangue de animais? Muitos dentre os Judeus que se convertiam a Cristo, estavam tão apegados aos ritos, que não conseguiam imaginar uma vida religiosa sem eles.
Muitos evangélicos contemporâneos costumam, na sinceridade, dizer que se o sábado ainda fosse para ser guardado, os discípulos teriam falado algo a esse respeito para os gentios. Argumentam que eles se preocuparam em alertá-los sobre a abstinência no comer sangue de animais, mas não se preocuparam em avisá-los da responsabilidade de guardar o sábado. Ora, se este argumento for válido, isto significaria que os gentios podiam, além de violar o sábado, cometer adultério, matar, roubar e fazer tudo mais que possivelmente não tenha sido discutido neste concílio? Não podemos nos esquecer que matar, roubar e adulterar, estão inseridos nas mesmas tábuas onde está prescrito o mandamento sabático. Mas e quanto as regras dadas aos gentios, por que foram dadas, enquanto que outras importantes foram deixadas de lado?
Os discípulos, embora não tivessem aceitado que os ritos judaizantes fossem praticados pelos novos conversos gentios, também se preocuparam com alguns comportamentos entre eles que pudessem trazer escândalos aos judeus cristãos. Uma carta fora escrita aos gentios conversos, instruindo-os a se absterem de carnes sacrificadas a ídolos, relações sexuais ilícitas, carnes sufocadas e do sangue. Com isto, objetivava-os, além de se precaver contra o pecado, evitar maiores problemas entre os dois povos, conservando a paz e unidade entre eles.
Em suma, a assembléia visou impedir o avanço da prática judaica dos ritos entre os novos conversos em Cristo e ao mesmo tempo trazer responsabilidades importantes aos gentios sobre alguma práticas que eram comuns na época e ao mesmo tempo poderiam redundar em escândalos entre os judeus conversos.
QUINTA E SEXTA, 08 E 09 DE JULHO
A HERESIA DOS GÁLATAS
(Gl 1:1-12)
O dedicado Paulo, neste contexto, precisa interromper parte de suas atividades para escrever uma carta com o objetivo de vacinar os irmãos de Roma contra as heresias que estavam se levantando na Galácia. Estas heresias são as que já comentamos até aqui, no que diz respeito aos ritos cerimoniais e a circuncisão. O que pode nos chamar a atenção, além de muitas outras lições, é o fato de o líder precisar separar tempo para tentar impedir que as heresias entrem no meio do rebanho de Deus.
Se o povo se dedicasse mais ao estudo da Bíblia, das doutrinas, dos valores e princípios, se o povo se preocupasse um pouco mais em compreender pelo menos os principais temas da teologia, com certeza teríamos menos problemas teológicos, menos heresias e conseqüentemente seriam mais bem fundamentados, e por esta razão, os líderes, pastores e professores não seriam tão solicitados.
Em nossos dias, como nos dias de Paulo, neste sentido, não é em absolutamente nada diferente. Infelizmente, parece que em nossa época, talvez as pessoas sejam cada vez mais ignorantes quanto as mais importantes verdades Bíblicas. Não podemos subestimar a heresia, pois ela funciona e pode arrastar multidões. Quanto mais pessoas deixam de estudar a Bíblia, maior será a dimensão da apostasia. A entrada de conceitos errados é como um parasita que sempre terá onde se hospedar quando o povo se torna superficial no conhecimento da verdade. A doença somente entra no corpo, quando o sistema imunológico está fraco. Na igreja, a heresia e o mundanismo entram, porque o sistema imunológico dela está enfraquecido.
A lição mais impressionante que julgo ser interessante extrair desta história de Paulo, é que em pleno século XXI, temos cada vez mais líderes despreparados para responder aos grandes questionamentos teológicos. O povo, por conhecer menos da verdade, está meio que perdido dentro da igreja e extremamente vulnerável aos ataques dissidentes. Mas o pior é que, muitos líderes (Não todos), ao contrário de Paulo, não possuem respostas que sejam capazes de solucionar as grandes indagações que são levantadas em nosso meio. Desta forma, a crise de identidade religiosa, gradativamente se alarga e se agrava.
O mundo e o secularismo, juntamente com a heresia e a superficialidade cristã, invadem a igreja em nossos dias pelas portas da frente e sem pedir licença. Mas, diante destes fatos, o que poderíamos ou deveríamos fazer? O que eu como membro, líder ou pastor devo fazer para reverter este quadro? Talvez o quadro não seja totalmente revertido antes da chuva serôdia e da sacudidura, mas é possível minimizá-lo se todos nós nos empenharmos a investir mais em nossa vida espiritual, comprometimento com Deus, estudo mais minucioso da Bíblia e do Espírito de Profecia, e se fizermos principalmente duas coisas que considero as mais urgentes, viver a luz que Deus nos tem dado e nos empenharmos mais na obra missionária.
Para encerrar, não poderia deixar de lembrar das advertências dadas aos que ignoram a luz e o conhecimento provido por Deus a nós, pois tais negligências trarão conseqüências trágicas aos obstinados, observe:
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4:6).
“Quão pouca atenção é dada mesmo às instruções do Mestre celestial. Muitos não estudam a Palavra de Deus ou não atendem a suas solenes verdades, e essas claras verdades se levantarão no julgamento e os condenarão” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 500).
Reflexão
“O povo não compreendia a pecaminosidade de seu coração e que, sem Cristo, lhe era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entrou em concerto com Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371, 372).
“Através da influência de falsos ensinadores que se tinham levantado entre os crentes em Jerusalém, a divisão, heresia e sensualismo estavam rapidamente ganhando terreno entre os crentes na Galácia. Esses falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 383).
quinta-feira, 1 de julho de 2010
SÁBADO, 26 DE JUNHO
PAULO E ROMA
“Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo é proclamada a vossa fé” (Rm 1:8).
Os dados mais antigos sobre as origens da cidade de Roma são do século VIII a.C. Naquele período, a povoação começou em torno das sete colinas próximas ao rio Tiber, onde justamente surgiria a capital Romana ou a capital do mundo na época.
Na época de Jesus, era, em grande dimensão, uma verdadeira potência imperial. Foi neste período, em parte cheio de admiração, e em parte cheio de conflitos, degradação moral, luxuria e muita perseguição, que surgiu a igreja para a qual Paulo escrevera esta carta. Uma carta que tinha como objetivo auxiliar os irmãos que viviam nesta cidade; uma igreja, como nos dias atuais, precisava ser alertada dos perigos comuns que a rodeava.
A carta de Paulo aos romanos, é rica em orientações, advertências e repleta de tira dúvidas quanto a questões baseadas em alguns princípios e doutrinas. Embora esta carta esteja centrada mais especificamente no contexto da época, visando resolver problemas locais, creio plenamente que, o Espírito Santo a conservou à nós em pleno século XXI, com o objetivo de ser uma ferramenta útil no que tange a compreender melhor assuntos como por exemplo a lei e a graça, que hoje é indiscutivelmente, um dos assuntos mais levantado, questionado e discutido na igreja adventista.
Os cristãos daquele tempo, aguardavam com grande anseio pela presença do grande discípulo, pois acreditavam que sua estadia neste grande centro, seria de grande benefício para a causa do evangelho. Infelizmente se entristeceram quando souberam que Paulo, viria para Roma, porém, como prisioneiro. Mas, o poder que acompanhava o apóstolo, era de tal forma tão assinalado, que mesmo como prisioneiro, pode ele dar notável testemunho da verdade e ver consideravelmente os frutos de sua ousada fidelidade e amor a Cristo. Veja esta incrível declaração:
“A paciência e bom ânimo de Paulo durante seu longo e injusto aprisionamento, sua coragem e fé, eram um contínuo sermão. Seu espírito, tão diferente do espírito do mundo, dava testemunho de que um poder mais alto que o da terra habitava com ele. E, por seu exemplo, os cristãos foram impelidos a maior energia como advogados da causa do trabalho público de que Paulo havia sido afastado. Dessa maneira, as cadeias do apóstolo foram de tal influência que, quando seu poder e utilidade pareciam liquidados, e segundo todas as aparências ele poderia fazer muito pouco, foi então que ajuntou molhos para Cristo em campos dos quais parecia inteiramente excluído” (Atos dos Apóstolos, 463, 464).
Deus, hoje, nos chama para darmos testemunho da verdade, não em proporção menor, mas, no mínimo, como foi assinalado no testemunho de Paulo. Desta forma, como foi visto em Paulo, o poder de Deus nos acompanhará e nos será de grande auxílio no contato com os outros.
Tenho certeza que, neste trimestre seremos muito enriquecidos com este tema tão apropriado, necessário e importante. Recomendo que o leitor não estude apenas a lição, mas busque comentários extras, inclusive teológicos para fundamentar melhor sua visão a respeito dos temas que serão abordados neste trimestre. Que Deus o abençoe nesta jornada.
DOMINGO, 27 DE JUNHO
DATA E LUGAR
“Recomendando-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de voa vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive” (Rm 16:1 e 2).
Os teólogos mais renomados em seus diversos comentários sobre romanos, estabelece a data da carta como sendo por volta de 55 à 58 d.C. Quanto ao local, não há dúvidas de que ela tenha sido escrita em Corinto, durante a permanência de Paulo por ali.
Penso ser importante determinar o lugar e a data da carta, pois com dados assim, podemos perceber o quanto este apóstolo levava a sério o ministério de pregar aos povos, multidões e línguas a mensagem de salvação, uma vez, que possivelmente, Paulo acreditasse que Jesus viria em seus dias (I Ts 4:17).
Em Atos 18:23, faz uma contundente declaração da persistente e sucessiva viagem de Paulo as regiões da Galácia e Frígia. Inclusive, pode-se detectar uma grande semelhança entre a carta aos romanos e a carta enviada às igreja da Galácia, onde Paulo também esteve. Embora exista uma devida semelhança entre ambas, os estudiosos consideram a carta aos romanos como sendo uma espécie de versão mais ampliada e completa.
Neste ínterim, o mais importante ressaltar é que, durante sua passagem pela Galácia, grupos de pessoas surgiam com ensinamentos controversos, convencendo alguns membros a manterem os ritos da circuncisão e dos ritos cerimoniais de Moisés. Por esta razão, acredita-se que Paulo tenha escrito a carta de Romanos para vacinar o povo contra tais ensinamentos, caso estes ensinos chegassem até aquela igreja em sua ausência.
Percebe-se na carta, uma clara preocupação de Paulo aos aspectos doutrinários, principalmente referente ao pecado, lei, evangelho, fé e graça. Após as exposições do papel de alguns ritos, e o fundamento da graça, fé e da lei, o apóstolo termina a carta com notáveis exortações. Tudo isto para contrapor os ensinamentos legalistas de alguns e em reforçar o devido lugar da graça e fé na salvação do homem. Muitos evangélicos, quando olham para as cartas de Paulo, por um equívoco, acreditam que ele esteve pregando o fim da lei, mas se observarmos com atenção, perceberemos que em momento algum ele pregou contra a lei. Se ele estivesse combatendo a lei, não diria que “a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12), e muito menos diria que tem “Prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22).
A grande e maior preocupação nas cartas de romanos, é sem dúvida alguma, o legalismo farisaico de alguns e de modo especial a introdução dos ritos judaicos nas igrejas da Galácia, que ameaçavam destruí-las. Nesta circunstância, “Paulo estava com o coração cortado e sua mente ficou aflita por essa franca apostasia da parte daqueles a quem ensinara fielmente os princípios do evangelho. Imediatamente ele escreveu aos enganados crentes, expondo a todos os que estavam se apartando da fé” (Atos dos Apóstolos, p. 383,384).
Preocupado, portanto, a carta aos romanos, tinha por objetivo, preservar os membros, dos males que sobreviera aos irmãos da Galácia, caso isto ocorresse em sua ausência em Roma.
SEGUNDA, 28 DE JUNHO
TOQUE PESSOAL
“Esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheios, antes, como está escrito: Hã de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito. Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos. Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para á seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia” (Rm 15:20-24).
Paulo poderia ter visitado Roma mais cedo, porém, embora desejasse muito encontrar os irmãos daquele grande centro, tinha em seu coração como princípio vitalício e primário, falar de Cristo nas regiões e cidades que o evangelho ainda não havia alcançado as pessoas. É impressionante notar, o que o evangelho de Cristo pode fazer na vida deste homem. O poder de Deus o alcançou de forma impressionante. Não é de admirar que Satanás o odiasse tanto ao ponto de persegui-lo cruelmente?
É neste contexto, que está uma das mais preciosas lições da vida de Paulo para nós hoje. O poder que acompanhou este discípulo, a transformação operada de maneira grandiosa e impressionante em sua vida e a vida de consagração demonstrada por ele, mostra claramente o que o poder de Deus pode fazer também em nosso favor, pois, podemos ter experiências semelhantes. Consagração, integridade, amor profundo por Cristo e Sua verdade não são dons; na verdade, todos os que estiverem dispostos, desejosos e cheios de vontade de possuir estas virtudes, pela graça e o poder de Deus hão de ser transformados para não serem em nada, diferentes de Paulo. Cada um receberá a medida de poder que buscam. Se eu busco pouca consagração, minha vida será demonstrada com pouco poder, mas se busco muita consagração, minha vida demonstrará grande poder. Conformar-se com os ideais divinos e abster-se das coisas do mundo, são indispensáveis para sermos úteis nas mãos de Deus.
Se quisermos ser como Paulo foi, devemos com profundidade e seriedade amar as coisas que Deus ama e odiar as coisas que Deus odeia. Uma vida de consagração é uma vida de muitas renuncias, abnegações, integridade e de entrega constante. Paulo dispensou em sua vida, tudo o que lhe poderia criar algum obstáculo para ser um instrumento útil nas mãos de Deus. Ele foi transformado de tal maneira, que não se sentia no direito, nem mesmo de visitar irmãos seguros na fé, enquanto que outros estavam a morrer por falta dela. Paulo possuía um assombroso amor pelas almas que estavam perecendo, e Deus espera que este tipo de sentimento pelos perdidos faça parte de todo o nosso ser também. Este discípulo, tinha a vida totalmente consagrada para servir principalmente os que viviam sem a luz do evangelho.
Para um discípulo chegar ao ponto de dizer, para que sejam seus imitadores, é porque sua vida de entrega nas mãos de Deus era muito profunda. Mas pense nisso, você e eu podemos ser como Paulo. Aliás, no final dos tempos, Deus não exigirá menos do que isso de seu povo, pois ao descer o Espírito Santo em plenitude sobre o povo remanescente, como Paulo, todos os preparados sairão e pregarão o evangelho de casa em casa e não se importarão com mais nada nesta vida, a não ser, em alertar o mundo da breve volta de Cristo, veja:
“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p.611, 612).
“Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a terra, haverá entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos.” (O Grande Conflito, p.464).
“Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento - um trabalho de reavivamento - em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. (Testemunhos para Ministros, p.515).
“Ouvi os que estavam revestidos da armadura falar sobre a verdade com grande poder. Isto produzia efeito. ... Perguntei o que havia operado esta grande mudança. Um anjo respondeu: "Foi a chuva serôdia, o refrigério pela presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo." (Primeiros Escritos, p.271)
TERÇA, 29 DE JUNHO
PAULO CHEGA A ROMA
“Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava” (At 28:16).
Nesta circunstância, Paulo chega a Roma, não como os irmãos esperavam, mas como um prisioneiro. Depois de ficar preso por dois anos em cesárea, e ainda, logo após um período aproximado de três anos, chega em Roma, conseguindo uma permissão para viver por algum tempo em uma residência alugada, mas sobe a fiscalização de um soldado.
Mesmo em situação nada agradável, os irmãos começam a fazer constantes visitas ao apóstolo, e, como esperado, Paulo os estimula a permanecerem firmes na fé e na proclamação do evangelho. O impressionante é que, os irmãos, foram extremamente motivados e impressionados pela energia, fé e perseverança do discípulo, mesmo em condições desfavoráveis. Toda energia demonstrada por Paulo nestas circunstâncias, deve ter influenciado de maneira sobrenatural os que ali se achegavam. A este respeito, tanto a Bíblia como Espírito de Profecia declaram:
“Não pelos sermões de Paulo, mas pelas suas cadeias, a atenção da corte foi atraída para o cristianismo. Foi como cativo que ele rompeu de tantas pessoas as cadeias que as mantinham na escravidão do pecado. E não foi só isto, declarou: A maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Fp 1:14; Atos dos Apóstolos, p. 464).
Que exemplo cheio de vida; que testemunho notável. A vida, principalmente dos líderes da igreja em nossos dias, deve seguir as vívidas pegadas deste exemplar servo de Deus.
Agora esqueçamos Paulo por um instante, e paremos para pensar no que podemos fazer pela igreja, pelos irmãos, pela obra de Deus, pelos mais fracos na fé e também pelos mais fortes. Todos os que desempenham um determinado papel de liderança, grande influência exercem sobre as pessoas, seja para o bem ou para o mal. É claro que neste contexto, nossa influência deve motivar a fidelidade e a determinação cristã em todos os que nos rodeia, seja na igreja, nas ruas ou em nossa própria casa. Se a nossa vida, não torna a vida dos que se envolvem conosco, melhores para o reino de Deus, isto significa que não temos vivido à altura do que Deus espera de nós. As pessoas precisam ser contagiadas para o bem por nossa presença. Não que haja em nós algum mérito ou poder próprio, mas, a Bíblia é clara ao no ensinar que nossa vida em Cristo redundará em muitos frutos (Jo 15).
QUARTA, 30 DE JUNHO
CHAMADOS PARA SER SANTOS
“A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7).
O que significa “chamado para ser santo”? A palavra santo no grego é hagioi, que significa ser dedicado e separado. Nesta circunstância, outra pergunta emergi: o que significa ser dedicado e separado?
Com certeza, ser separado não significa apenas uma aceitação nominal de Jesus na vida. Nossas decisões e aceitações, devem ir além das palavras, ou seja, devem se materializar em nossas atitudes. Eu não poderia dizer que fui separado para minha esposa, se continuo agindo como se estivesse solteiro. Da mesma forma, a renuncia do próprio eu e a separação do mundo, devem ser vestígios claros de nossa real aceitação por Cristo, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
Como bem empregou o autor, somos amados por Deus, mas o que dizer daqueles que mais levam a sério o chamado a ser santo?
Tem-se levantado na esfera cristã, uma teologia muito barata, de uma graça que é capaz de salvar, mas não é capaz de transformar. Mas, se essa graça não é capaz de transformar, também não pode ser capaz de salvar e muito menos de separar para propósitos sagrados. Ellen White, contrariando este pensamento, expressa de maneira contundente, de que a verdadeira graça que salva, também nos “conduzirá aos fiéis deveres da vida” (Santificação, p. 87), e nos habilitará a “prestar obediência” a Deus (Santificação, p. 81); também alertou para os perigos de uma pretensa vida santa, quando na verdade vivem sob o manto da transgressão (Evangelismo, p. 595). Vida santa significa viver separado do mundanismo, do pecado e das inclinações do próprio eu; além de, viver na pureza e integridade, e Viver para Deus, para os outros e pelos outros. Você teria dúvidas, de que Paulo tivesse uma vida repleta destas características?
Todos somos chamados por Deus, mas infelizmente, nem todos aceitam o chamado, e, é exatamente por esta razão que, os escolhidos acabam sendo poucos. Se sentimos que fomos chamados por Deus, então, devemos viver a altura deste chamado, pois quando somos chamados e vivemos este chamado, com certeza seremos identificados como santos, separados para Deus e sua causa.
QUINTA E SEXTA, 1 E 2 DE JULHO
REPUTAÇÃO MUNDIAL
“Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo está sendo anunciado a fé que vocês tem” (Rm 1:8 NVI).
A igreja de Roma é um exemplo notável do que o evangelho é capaz de fazer na vida das pessoas. Todos, quando nascem para Cristo, nascem necessariamente missionários no reino de Deus. É muito grande a evidência de que a igreja em Roma deva ter sido formada por leigos e não por apóstolos.
O que poderíamos extrair desta narrativa, é exatamente a dimensão do chamado de Deus para os seres humanos. Deus não chama apenas os pastores para se dedicarem à obra de Deus; Deus chama a todos. Crianças, adolescentes, jovens e adultos, todos são chamados para uma obra especial. Costumo dizer que o chamado de um pastor, não se difere em absolutamente em nada do chamado de um leigo. A única diferença existente se prende nas funções. O pastor é chamado para exercer o ministério de forma integral e para ser também um administrador.
Os demais irmãos, possuem um chamado especial como qualquer outro chamado, porém, devido as atividades comuns do dia a dia, Deus espera de nós que testemunhemos da redenção dentro de nossas atividades e que estejamos envolvidos em Sua obra em tempos separados e organizados. Talvez caberia aqui, neste contexto, uma dizimação de tempo para Deus. Se dizimarmos o tempo diariamente, estaremos mais envolvidos com a obra, com a igreja, com os pequenos grupos, com a visitação e com os estudos pessoais e coletivos. O mais importante é, assim como os irmãos que fundaram a igreja em Roma, desta mesma forma, Deus nos chama para espalhar a mensagem da redenção em Cristo, seja pelo mundo ou pelos lugares onde nos encontrarmos. Este é sem dúvida, um ótimo exemplo a ser seguido, e todos os que atenderem a este chamado especial, darão frutos na causa de Deus, tanto na igreja quanto fora dela.
Refletir
Enquanto esteve aparentemente separado do trabalho ativo, Paulo exercia uma influência maior e mais duradoura do que se estivesse livre a viajar entre as igrejas como nos anos anteriores. Como prisioneiro do Senhor, ele retinha mais firmemente as afeições de seus irmãos; e suas palavras, escritas por quem estava em cadeias por amor de Cristo, impunham maior atenção e respeito do que quando ele estava pessoalmente com eles” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 454).
“Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram ainda estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 373).
PAULO E ROMA
“Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo é proclamada a vossa fé” (Rm 1:8).
Os dados mais antigos sobre as origens da cidade de Roma são do século VIII a.C. Naquele período, a povoação começou em torno das sete colinas próximas ao rio Tiber, onde justamente surgiria a capital Romana ou a capital do mundo na época.
Na época de Jesus, era, em grande dimensão, uma verdadeira potência imperial. Foi neste período, em parte cheio de admiração, e em parte cheio de conflitos, degradação moral, luxuria e muita perseguição, que surgiu a igreja para a qual Paulo escrevera esta carta. Uma carta que tinha como objetivo auxiliar os irmãos que viviam nesta cidade; uma igreja, como nos dias atuais, precisava ser alertada dos perigos comuns que a rodeava.
A carta de Paulo aos romanos, é rica em orientações, advertências e repleta de tira dúvidas quanto a questões baseadas em alguns princípios e doutrinas. Embora esta carta esteja centrada mais especificamente no contexto da época, visando resolver problemas locais, creio plenamente que, o Espírito Santo a conservou à nós em pleno século XXI, com o objetivo de ser uma ferramenta útil no que tange a compreender melhor assuntos como por exemplo a lei e a graça, que hoje é indiscutivelmente, um dos assuntos mais levantado, questionado e discutido na igreja adventista.
Os cristãos daquele tempo, aguardavam com grande anseio pela presença do grande discípulo, pois acreditavam que sua estadia neste grande centro, seria de grande benefício para a causa do evangelho. Infelizmente se entristeceram quando souberam que Paulo, viria para Roma, porém, como prisioneiro. Mas, o poder que acompanhava o apóstolo, era de tal forma tão assinalado, que mesmo como prisioneiro, pode ele dar notável testemunho da verdade e ver consideravelmente os frutos de sua ousada fidelidade e amor a Cristo. Veja esta incrível declaração:
“A paciência e bom ânimo de Paulo durante seu longo e injusto aprisionamento, sua coragem e fé, eram um contínuo sermão. Seu espírito, tão diferente do espírito do mundo, dava testemunho de que um poder mais alto que o da terra habitava com ele. E, por seu exemplo, os cristãos foram impelidos a maior energia como advogados da causa do trabalho público de que Paulo havia sido afastado. Dessa maneira, as cadeias do apóstolo foram de tal influência que, quando seu poder e utilidade pareciam liquidados, e segundo todas as aparências ele poderia fazer muito pouco, foi então que ajuntou molhos para Cristo em campos dos quais parecia inteiramente excluído” (Atos dos Apóstolos, 463, 464).
Deus, hoje, nos chama para darmos testemunho da verdade, não em proporção menor, mas, no mínimo, como foi assinalado no testemunho de Paulo. Desta forma, como foi visto em Paulo, o poder de Deus nos acompanhará e nos será de grande auxílio no contato com os outros.
Tenho certeza que, neste trimestre seremos muito enriquecidos com este tema tão apropriado, necessário e importante. Recomendo que o leitor não estude apenas a lição, mas busque comentários extras, inclusive teológicos para fundamentar melhor sua visão a respeito dos temas que serão abordados neste trimestre. Que Deus o abençoe nesta jornada.
DOMINGO, 27 DE JUNHO
DATA E LUGAR
“Recomendando-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de voa vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive” (Rm 16:1 e 2).
Os teólogos mais renomados em seus diversos comentários sobre romanos, estabelece a data da carta como sendo por volta de 55 à 58 d.C. Quanto ao local, não há dúvidas de que ela tenha sido escrita em Corinto, durante a permanência de Paulo por ali.
Penso ser importante determinar o lugar e a data da carta, pois com dados assim, podemos perceber o quanto este apóstolo levava a sério o ministério de pregar aos povos, multidões e línguas a mensagem de salvação, uma vez, que possivelmente, Paulo acreditasse que Jesus viria em seus dias (I Ts 4:17).
Em Atos 18:23, faz uma contundente declaração da persistente e sucessiva viagem de Paulo as regiões da Galácia e Frígia. Inclusive, pode-se detectar uma grande semelhança entre a carta aos romanos e a carta enviada às igreja da Galácia, onde Paulo também esteve. Embora exista uma devida semelhança entre ambas, os estudiosos consideram a carta aos romanos como sendo uma espécie de versão mais ampliada e completa.
Neste ínterim, o mais importante ressaltar é que, durante sua passagem pela Galácia, grupos de pessoas surgiam com ensinamentos controversos, convencendo alguns membros a manterem os ritos da circuncisão e dos ritos cerimoniais de Moisés. Por esta razão, acredita-se que Paulo tenha escrito a carta de Romanos para vacinar o povo contra tais ensinamentos, caso estes ensinos chegassem até aquela igreja em sua ausência.
Percebe-se na carta, uma clara preocupação de Paulo aos aspectos doutrinários, principalmente referente ao pecado, lei, evangelho, fé e graça. Após as exposições do papel de alguns ritos, e o fundamento da graça, fé e da lei, o apóstolo termina a carta com notáveis exortações. Tudo isto para contrapor os ensinamentos legalistas de alguns e em reforçar o devido lugar da graça e fé na salvação do homem. Muitos evangélicos, quando olham para as cartas de Paulo, por um equívoco, acreditam que ele esteve pregando o fim da lei, mas se observarmos com atenção, perceberemos que em momento algum ele pregou contra a lei. Se ele estivesse combatendo a lei, não diria que “a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12), e muito menos diria que tem “Prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22).
A grande e maior preocupação nas cartas de romanos, é sem dúvida alguma, o legalismo farisaico de alguns e de modo especial a introdução dos ritos judaicos nas igrejas da Galácia, que ameaçavam destruí-las. Nesta circunstância, “Paulo estava com o coração cortado e sua mente ficou aflita por essa franca apostasia da parte daqueles a quem ensinara fielmente os princípios do evangelho. Imediatamente ele escreveu aos enganados crentes, expondo a todos os que estavam se apartando da fé” (Atos dos Apóstolos, p. 383,384).
Preocupado, portanto, a carta aos romanos, tinha por objetivo, preservar os membros, dos males que sobreviera aos irmãos da Galácia, caso isto ocorresse em sua ausência em Roma.
SEGUNDA, 28 DE JUNHO
TOQUE PESSOAL
“Esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheios, antes, como está escrito: Hã de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito. Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos. Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para á seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia” (Rm 15:20-24).
Paulo poderia ter visitado Roma mais cedo, porém, embora desejasse muito encontrar os irmãos daquele grande centro, tinha em seu coração como princípio vitalício e primário, falar de Cristo nas regiões e cidades que o evangelho ainda não havia alcançado as pessoas. É impressionante notar, o que o evangelho de Cristo pode fazer na vida deste homem. O poder de Deus o alcançou de forma impressionante. Não é de admirar que Satanás o odiasse tanto ao ponto de persegui-lo cruelmente?
É neste contexto, que está uma das mais preciosas lições da vida de Paulo para nós hoje. O poder que acompanhou este discípulo, a transformação operada de maneira grandiosa e impressionante em sua vida e a vida de consagração demonstrada por ele, mostra claramente o que o poder de Deus pode fazer também em nosso favor, pois, podemos ter experiências semelhantes. Consagração, integridade, amor profundo por Cristo e Sua verdade não são dons; na verdade, todos os que estiverem dispostos, desejosos e cheios de vontade de possuir estas virtudes, pela graça e o poder de Deus hão de ser transformados para não serem em nada, diferentes de Paulo. Cada um receberá a medida de poder que buscam. Se eu busco pouca consagração, minha vida será demonstrada com pouco poder, mas se busco muita consagração, minha vida demonstrará grande poder. Conformar-se com os ideais divinos e abster-se das coisas do mundo, são indispensáveis para sermos úteis nas mãos de Deus.
Se quisermos ser como Paulo foi, devemos com profundidade e seriedade amar as coisas que Deus ama e odiar as coisas que Deus odeia. Uma vida de consagração é uma vida de muitas renuncias, abnegações, integridade e de entrega constante. Paulo dispensou em sua vida, tudo o que lhe poderia criar algum obstáculo para ser um instrumento útil nas mãos de Deus. Ele foi transformado de tal maneira, que não se sentia no direito, nem mesmo de visitar irmãos seguros na fé, enquanto que outros estavam a morrer por falta dela. Paulo possuía um assombroso amor pelas almas que estavam perecendo, e Deus espera que este tipo de sentimento pelos perdidos faça parte de todo o nosso ser também. Este discípulo, tinha a vida totalmente consagrada para servir principalmente os que viviam sem a luz do evangelho.
Para um discípulo chegar ao ponto de dizer, para que sejam seus imitadores, é porque sua vida de entrega nas mãos de Deus era muito profunda. Mas pense nisso, você e eu podemos ser como Paulo. Aliás, no final dos tempos, Deus não exigirá menos do que isso de seu povo, pois ao descer o Espírito Santo em plenitude sobre o povo remanescente, como Paulo, todos os preparados sairão e pregarão o evangelho de casa em casa e não se importarão com mais nada nesta vida, a não ser, em alertar o mundo da breve volta de Cristo, veja:
“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p.611, 612).
“Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a terra, haverá entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos.” (O Grande Conflito, p.464).
“Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento - um trabalho de reavivamento - em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. (Testemunhos para Ministros, p.515).
“Ouvi os que estavam revestidos da armadura falar sobre a verdade com grande poder. Isto produzia efeito. ... Perguntei o que havia operado esta grande mudança. Um anjo respondeu: "Foi a chuva serôdia, o refrigério pela presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo." (Primeiros Escritos, p.271)
TERÇA, 29 DE JUNHO
PAULO CHEGA A ROMA
“Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava” (At 28:16).
Nesta circunstância, Paulo chega a Roma, não como os irmãos esperavam, mas como um prisioneiro. Depois de ficar preso por dois anos em cesárea, e ainda, logo após um período aproximado de três anos, chega em Roma, conseguindo uma permissão para viver por algum tempo em uma residência alugada, mas sobe a fiscalização de um soldado.
Mesmo em situação nada agradável, os irmãos começam a fazer constantes visitas ao apóstolo, e, como esperado, Paulo os estimula a permanecerem firmes na fé e na proclamação do evangelho. O impressionante é que, os irmãos, foram extremamente motivados e impressionados pela energia, fé e perseverança do discípulo, mesmo em condições desfavoráveis. Toda energia demonstrada por Paulo nestas circunstâncias, deve ter influenciado de maneira sobrenatural os que ali se achegavam. A este respeito, tanto a Bíblia como Espírito de Profecia declaram:
“Não pelos sermões de Paulo, mas pelas suas cadeias, a atenção da corte foi atraída para o cristianismo. Foi como cativo que ele rompeu de tantas pessoas as cadeias que as mantinham na escravidão do pecado. E não foi só isto, declarou: A maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Fp 1:14; Atos dos Apóstolos, p. 464).
Que exemplo cheio de vida; que testemunho notável. A vida, principalmente dos líderes da igreja em nossos dias, deve seguir as vívidas pegadas deste exemplar servo de Deus.
Agora esqueçamos Paulo por um instante, e paremos para pensar no que podemos fazer pela igreja, pelos irmãos, pela obra de Deus, pelos mais fracos na fé e também pelos mais fortes. Todos os que desempenham um determinado papel de liderança, grande influência exercem sobre as pessoas, seja para o bem ou para o mal. É claro que neste contexto, nossa influência deve motivar a fidelidade e a determinação cristã em todos os que nos rodeia, seja na igreja, nas ruas ou em nossa própria casa. Se a nossa vida, não torna a vida dos que se envolvem conosco, melhores para o reino de Deus, isto significa que não temos vivido à altura do que Deus espera de nós. As pessoas precisam ser contagiadas para o bem por nossa presença. Não que haja em nós algum mérito ou poder próprio, mas, a Bíblia é clara ao no ensinar que nossa vida em Cristo redundará em muitos frutos (Jo 15).
QUARTA, 30 DE JUNHO
CHAMADOS PARA SER SANTOS
“A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7).
O que significa “chamado para ser santo”? A palavra santo no grego é hagioi, que significa ser dedicado e separado. Nesta circunstância, outra pergunta emergi: o que significa ser dedicado e separado?
Com certeza, ser separado não significa apenas uma aceitação nominal de Jesus na vida. Nossas decisões e aceitações, devem ir além das palavras, ou seja, devem se materializar em nossas atitudes. Eu não poderia dizer que fui separado para minha esposa, se continuo agindo como se estivesse solteiro. Da mesma forma, a renuncia do próprio eu e a separação do mundo, devem ser vestígios claros de nossa real aceitação por Cristo, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
Como bem empregou o autor, somos amados por Deus, mas o que dizer daqueles que mais levam a sério o chamado a ser santo?
Tem-se levantado na esfera cristã, uma teologia muito barata, de uma graça que é capaz de salvar, mas não é capaz de transformar. Mas, se essa graça não é capaz de transformar, também não pode ser capaz de salvar e muito menos de separar para propósitos sagrados. Ellen White, contrariando este pensamento, expressa de maneira contundente, de que a verdadeira graça que salva, também nos “conduzirá aos fiéis deveres da vida” (Santificação, p. 87), e nos habilitará a “prestar obediência” a Deus (Santificação, p. 81); também alertou para os perigos de uma pretensa vida santa, quando na verdade vivem sob o manto da transgressão (Evangelismo, p. 595). Vida santa significa viver separado do mundanismo, do pecado e das inclinações do próprio eu; além de, viver na pureza e integridade, e Viver para Deus, para os outros e pelos outros. Você teria dúvidas, de que Paulo tivesse uma vida repleta destas características?
Todos somos chamados por Deus, mas infelizmente, nem todos aceitam o chamado, e, é exatamente por esta razão que, os escolhidos acabam sendo poucos. Se sentimos que fomos chamados por Deus, então, devemos viver a altura deste chamado, pois quando somos chamados e vivemos este chamado, com certeza seremos identificados como santos, separados para Deus e sua causa.
QUINTA E SEXTA, 1 E 2 DE JULHO
REPUTAÇÃO MUNDIAL
“Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo está sendo anunciado a fé que vocês tem” (Rm 1:8 NVI).
A igreja de Roma é um exemplo notável do que o evangelho é capaz de fazer na vida das pessoas. Todos, quando nascem para Cristo, nascem necessariamente missionários no reino de Deus. É muito grande a evidência de que a igreja em Roma deva ter sido formada por leigos e não por apóstolos.
O que poderíamos extrair desta narrativa, é exatamente a dimensão do chamado de Deus para os seres humanos. Deus não chama apenas os pastores para se dedicarem à obra de Deus; Deus chama a todos. Crianças, adolescentes, jovens e adultos, todos são chamados para uma obra especial. Costumo dizer que o chamado de um pastor, não se difere em absolutamente em nada do chamado de um leigo. A única diferença existente se prende nas funções. O pastor é chamado para exercer o ministério de forma integral e para ser também um administrador.
Os demais irmãos, possuem um chamado especial como qualquer outro chamado, porém, devido as atividades comuns do dia a dia, Deus espera de nós que testemunhemos da redenção dentro de nossas atividades e que estejamos envolvidos em Sua obra em tempos separados e organizados. Talvez caberia aqui, neste contexto, uma dizimação de tempo para Deus. Se dizimarmos o tempo diariamente, estaremos mais envolvidos com a obra, com a igreja, com os pequenos grupos, com a visitação e com os estudos pessoais e coletivos. O mais importante é, assim como os irmãos que fundaram a igreja em Roma, desta mesma forma, Deus nos chama para espalhar a mensagem da redenção em Cristo, seja pelo mundo ou pelos lugares onde nos encontrarmos. Este é sem dúvida, um ótimo exemplo a ser seguido, e todos os que atenderem a este chamado especial, darão frutos na causa de Deus, tanto na igreja quanto fora dela.
Refletir
Enquanto esteve aparentemente separado do trabalho ativo, Paulo exercia uma influência maior e mais duradoura do que se estivesse livre a viajar entre as igrejas como nos anos anteriores. Como prisioneiro do Senhor, ele retinha mais firmemente as afeições de seus irmãos; e suas palavras, escritas por quem estava em cadeias por amor de Cristo, impunham maior atenção e respeito do que quando ele estava pessoalmente com eles” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 454).
“Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram ainda estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 373).
quinta-feira, 24 de junho de 2010
LAÇOS DE AMOR
SÁBADO, 19 DE JUNHO
APOIO SOCIAL: LAÇOS DE AMOR
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns ao outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34,35).
Somente neste verso, a expressão “Vos ameis uns aos outros” é repetida três vezes. Esta repetição, pode estar pretendendo transmitir o real desejo de Deus em que o Seu povo cumpra em suas palavras e principalmente em suas atitudes o dom do verdadeiro amor. Encontramos nas páginas da Bíblia a evidência da essência do caráter de Deus, como sendo um Deus de amor. Aqueles que pretenderem entregar a vida nas mãos desse Deus de amor, conseqüentemente deverão ser atingidos e transformados à Sua imagem.
Sobre esta questão, não podemos confundir o amor ensinado pelas escrituras com o amor ensinado pelo mundo. O amor do mundo não passa de puros aspectos emocionais e muitas das vezes pode até mesmo estar associado a questões imorais e egoistas.
O amor de Deus está além de aspectos emocionais e pode ser melhor caracterizado como um PRINCÍPIO. Um princípio constante e imutável, que deve estar sempre presente em toda a essência de nossos atos e palavras, e isto, independente das pessoas, sejam elas amiga ou inimigas.
Nesta semana estudaremos como o amor deve ser uma realidade em nosso caráter como num todo.
DOMINGO, 20 DE JUNHO
A IMAGEM ORIGINAL
“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).
Será que existiria um limite para amar as pessoas nesta vida? Se buscarmos respostas na palavra de Deus, perceberemos que não existe limites para amar nem mesmo os que se colocam como nossos inimigos. Olhando para a Bíblia, aprendemos que, devemos oferecer a outra face quando alguém nos bater; devemos oferecer outra capa quando alguém nos roubar a que temos; em outras palavras, nosso coração, nosso caráter, nossa vida como num todo precisa ser transformado de tal maneira ao ponto de esse frutos serem visíveis, mesmo nas circunstâncias mais probantes que surgirem.
É claro que, não temos este tipo de amor para oferecer, pois nossa natureza é egoísta, e trabalha constantemente em proteger nosso próprio ego. Temos dificuldades em levar desaforo para casa, mas geralmente, os que não levam desaforo para casa, em algumas circunstâncias acabam levando miséria.
O mandamento do amor é claro e deve ser um ideal vivido em nossa vida. O poder de Deus está a disposição daqueles que desejam ser transformados, e se, pretendermos ser semelhantes a Deus novamente, como foram Adão e Eva antes do pecado, devemos buscar este ideal a todo e qualquer custo.
Satanás destruiu o caráter de Deus em nossos primeiros pais terrestres, e conseqüentemente introduziu o seu próprio caráter maculado no caráter dos humanos. Quando Jesus se apresentou neste mundo, mostrou a humanidade caída o caráter que é aceitável a Deus e colocou à nossa disposição, o poder de Deus na pessoa do Espírito Santo com o objetivo de realizar a obra de recriação no caráter do homem, trazendo de volta nele o caráter de Deus novamente. Desta forma, somos transformados à imagem e semelhança de Deus.
SEGUNDA, 21 DE JUNHO
PESSOAS: SERES SOCIAIS
“Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si” (Rm 14:7).
“Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18).
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levanta. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4:9-12).
“Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” (I Co 12:14).
“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:2).
É muito agradável falar sobre altruísmo, abnegação e amor mutuo, quando recebemos algum benefício direta ou indiretamente. Somos tão egoístas que até nas oportunidades de ajudar alguém, as vezes, temos tendências de analisar os benefícios que teríamos com tal atitude. Embora não recebamos os benefícios que nossa natureza ruim espera, podemos ter certeza que outros benefícios poderão surgir de uma vida abnegada e dedicada a outros. Como num jogo de ping pong, parece que tudo o que oferecemos, retorna de alguma forma para nós. Os aspectos da saúde, principalmente mental, são os benefícios mais comuns que nos retornam, nos deixando de bem com a vida e com as pessoas. Passamos a ser mais amados e aceitos, em muitas das vezes até profundamente admirados, e todas essas respostas, querendo ou não nos fazem muito bem.
Nossa motivação, em servir os outros, e de nos relacionar com eles, deve ser baseada no mais puro sentimento de satisfação em ser um alívio, ajuda e amigo para as pessoas que nos rodeiam. Não fomos criados para ficarmos ilhados, pois, a forma como fomos formados, principalmente nos aspectos psicológicos, mostram claramente que a sociabilização circula e nossas veias.
No tocante ao casamento, podemos ver o mais poderoso argumento a favor da unidade, envolvimento e dependência dos outros. No casamento ou na vida familiar, podemos perceber melhor, como é vital a amizade, proximidade e o amor transmitido um ao outro. O casamento, quando fundamentado no amor verdadeiro, nos alicerces da maturidade e dos valores que convidam Deus a fazer parte, será uma das ferramentas mais poderosa de felicidade, satisfação e saúde para o casal e para os filhos, e isto mostra também que, a relação e o envolvimento altruísta, é um dos fatores mais importantes na demonstração do que pode ser o amor de Deus.
TERÇA, 22 DE JUNHO
UNIDADE NA REDENÇÃO
“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:1-3).
Todos nós somos dependentes uns dos outros em vários aspectos, inclusive no que diz respeito a salvação. Embora a salvação seja individual, temos muito o que fazer para ajudar os que nos rodeiam na conquista do céu. Em João 12:32 Jesus diz que “todos” atrairia a ele quando fosse levantado na cruz. O foco da redenção, sem dúvida alguma, são todos os que viveram, vivem ou viverão nesta terra no contexto do pecado. A maneira como reagimos à redenção, influencia direta ou indiretamente os que estão próximos de nós.
Até mesmo a saúde pode ser afetada pela forma como convivemos com as pessoas. Se o viver na esfera da redenção pode influenciar os outros de forma positiva ou negativa, quem dirá, as questões relacionadas à saúde. Há pessoas que eram deprimidas, doentes e que estavam se definhando para a morte devido a todos esses problemas. Um dia, conheceram a Cristo, e conseqüentemente, conheceram sua mais nova família, a família cristã. Sobre o contato, relacionamento e envolvimento com esta nova família de amigos, os sintomas de depressão, as doenças e o definhamento começaram a desaparecer.
Como visto neste exemplo, a atmosfera cristã promovida pela redenção de Cristo na vida, além de trazer benefícios espirituais, pode fazer-nos colher, vários benefícios físicos e mentais. Sobre esta perspectiva, se um dia éramos solitários ou ilhados por não apreciar se envolver com outros, quando conhecemos o evangelho, nossas convicções de ilhamento podem mudar completamente, pois o evangelho, além de nos salvar, também é capaz de criar aproximação entre as pessoas, mesmo apesar dos obstáculos criados pelas diferenças existentes entre elas.
Não há dúvidas de que nossa saúde física, mental e espiritual, em detrimento de nossa relação com as pessoas, seja extremamente beneficiada para o bem. Isto mostra claramente que fomos criados para nos relacionar e não para vivermos sozinhos.
QUARTA, 23 DE JUNHO
APOIO MÚTUO
“Bondade cristã e fervorosa consagração devem ser constantemente manifestadas na vida” (Medicina e Salvação, p. 204).
Impressionante esta declaração tão profunda e significativa de Ellen White. A bondade cristã deve ser uma manifestação contínua. Nossas palavras, atos e tudo mais que venhamos realizar na vida, devem constantemente manifestar a mais pura bondade para com as pessoas. Nossa vida não deve ser diferente disso em absolutamente nada. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, devemos nos esforçar em sempre ter palavras e atos cordiais, sempre ter palavras bondosas e sempre ter atitudes que revelem o poder de Deus atuando notoriamente em nossas vidas.
Isto significa, portanto, que devemos evitar toda e qualquer atitude e palavras que venham a causar danos as pessoas. Sem dúvidas não é nada fácil dizer coisas boas daqueles que muitas das vezes tentam nos causar alguns danos, mas, o princípio bíblico deve nos afetar, mesmo nessas circunstâncias. É possível que não tenhamos nenhuma motivação que nos leve a falar bem das pessoas que criam alguns desgastes para nós, mas isto não significa que tenhamos que usar palavras ferinas para lhes causar problemas. Os que são convertidos, mesmo que seja difícil, não devem prejudicar as pessoas, mesmo que seja algum possível inimigo, se é que podemos chamar assim. A este respeito expressou Ellen White que:
“O homem verdadeiramente convertido, não se inclina a pensar nas faltas dos outros. Só entrarão no céu, aqueles que venceram a tentação de pensar e falar mal” (Review and Herald, 24-11-1904).
Também escreveu que “a sinceridade de desígnios, a verdadeira bondade de coração, eis o motivo a que o céu dá valor” (Maior Discurso de Cristo, p. 81).
Não somos obrigados a estreitar laços com aqueles que não convivem bem conosco, mas Deus espera de nós, que ao menos não sejamos pedras de tropeços para elas. Aceitando ou não, querendo ou não, estando apto a isto ou não, a Bíblia apresenta, que o poder de Deus nos transforma para amar as pessoas, mesmo que sejam pessoas que aparentemente não mereçam nosso amor. Não há como escapar disto.
QUINTA E SEXTA, 24 E 25 DE JUNHO
SERVINDO UNS AOS OUTROS
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos amigos” (Jo 15:13).
Para compartilhar aos demais textos bíblicos da lição de hoje, escolhi João 15:13 para fazer o comentário de hoje. A pergunta que surge seria: Quem são os nossos amigos? Mas, para aprofundar mais esta questão, vou preferir fazer a seguinte pergunta: Quem deveriam ser os nossos amigos?
Naturalmente, escolhemos aqueles que serão nossos amigos mais chegados, e pela dimensão da amizade, é possível que muitos de nós sejamos capazes em dar a própria vida por eles. Mas, como fazemos parte do reino de Deus, um reino de amor, altruísmo e abnegação, de sacrifícios, não deveríamos amar incondicionalmente, até mesmo os que se colocam como nossos inimigos, ao ponto de, se preciso, dar nossa vida a eles?
Eu sei que peguei pesadíssimo agora, mas não foi exatamente isso que Cristo fez? Ele deu a vida somente para os que são os Seus mais chegados amigos? Se você se considera amigo de Jesus, eu pergunto: Você, por toda a vida, sempre foi amigo de Cristo?
Na verdade, nós só amamos a Deus, porque ele nos amou primeiro. Se nós somos capazes de dar a vida por Ele, é porque Ele primeiro nos deu a Sua. Sobre esta mesma ótica, Deus nos chama para amar e de sermos capazes de dar a vida até mesmo por aqueles que ao nosso ver, não merecem nossa abnegação. O evangelho de Cristo pretende nos transformar de forma que sejamos capazes de realizar obras grandiosas como esta. É difícil? Sem dúvidas, mas quem disse que este tipo de atitude parte de nós? Se um dia dissermos como Paulo, que “não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, seremos capazes, pelo poder de Deus, de fazer coisas que até nós duvidamos. Que isto cause uma profunda reflexão e nós.
Para refletir:
“Temos de alimentar os famintos, vestir os nus, confortar os aflitos e os sofredores. Devemos ajudar os que estão em desespero e inspirar esperança aos destituídos dela. O amor de Cristo, manifestado num ministério abnegado, será mais eficaz na reforma dos malfeitores do que a espada ou o tribunal de justiça. Esses precisam incutir terror ao transgressor da lei, mas o amorável missionário pode fazer mais que isso. Muitas vezes, o coração que se endurece sob a reprovação abranda-se ante o amor de Cristo” (A Ciência do Bom Viver, p. 105, 106).
APOIO SOCIAL: LAÇOS DE AMOR
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns ao outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34,35).
Somente neste verso, a expressão “Vos ameis uns aos outros” é repetida três vezes. Esta repetição, pode estar pretendendo transmitir o real desejo de Deus em que o Seu povo cumpra em suas palavras e principalmente em suas atitudes o dom do verdadeiro amor. Encontramos nas páginas da Bíblia a evidência da essência do caráter de Deus, como sendo um Deus de amor. Aqueles que pretenderem entregar a vida nas mãos desse Deus de amor, conseqüentemente deverão ser atingidos e transformados à Sua imagem.
Sobre esta questão, não podemos confundir o amor ensinado pelas escrituras com o amor ensinado pelo mundo. O amor do mundo não passa de puros aspectos emocionais e muitas das vezes pode até mesmo estar associado a questões imorais e egoistas.
O amor de Deus está além de aspectos emocionais e pode ser melhor caracterizado como um PRINCÍPIO. Um princípio constante e imutável, que deve estar sempre presente em toda a essência de nossos atos e palavras, e isto, independente das pessoas, sejam elas amiga ou inimigas.
Nesta semana estudaremos como o amor deve ser uma realidade em nosso caráter como num todo.
DOMINGO, 20 DE JUNHO
A IMAGEM ORIGINAL
“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).
Será que existiria um limite para amar as pessoas nesta vida? Se buscarmos respostas na palavra de Deus, perceberemos que não existe limites para amar nem mesmo os que se colocam como nossos inimigos. Olhando para a Bíblia, aprendemos que, devemos oferecer a outra face quando alguém nos bater; devemos oferecer outra capa quando alguém nos roubar a que temos; em outras palavras, nosso coração, nosso caráter, nossa vida como num todo precisa ser transformado de tal maneira ao ponto de esse frutos serem visíveis, mesmo nas circunstâncias mais probantes que surgirem.
É claro que, não temos este tipo de amor para oferecer, pois nossa natureza é egoísta, e trabalha constantemente em proteger nosso próprio ego. Temos dificuldades em levar desaforo para casa, mas geralmente, os que não levam desaforo para casa, em algumas circunstâncias acabam levando miséria.
O mandamento do amor é claro e deve ser um ideal vivido em nossa vida. O poder de Deus está a disposição daqueles que desejam ser transformados, e se, pretendermos ser semelhantes a Deus novamente, como foram Adão e Eva antes do pecado, devemos buscar este ideal a todo e qualquer custo.
Satanás destruiu o caráter de Deus em nossos primeiros pais terrestres, e conseqüentemente introduziu o seu próprio caráter maculado no caráter dos humanos. Quando Jesus se apresentou neste mundo, mostrou a humanidade caída o caráter que é aceitável a Deus e colocou à nossa disposição, o poder de Deus na pessoa do Espírito Santo com o objetivo de realizar a obra de recriação no caráter do homem, trazendo de volta nele o caráter de Deus novamente. Desta forma, somos transformados à imagem e semelhança de Deus.
SEGUNDA, 21 DE JUNHO
PESSOAS: SERES SOCIAIS
“Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si” (Rm 14:7).
“Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18).
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levanta. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4:9-12).
“Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” (I Co 12:14).
“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:2).
É muito agradável falar sobre altruísmo, abnegação e amor mutuo, quando recebemos algum benefício direta ou indiretamente. Somos tão egoístas que até nas oportunidades de ajudar alguém, as vezes, temos tendências de analisar os benefícios que teríamos com tal atitude. Embora não recebamos os benefícios que nossa natureza ruim espera, podemos ter certeza que outros benefícios poderão surgir de uma vida abnegada e dedicada a outros. Como num jogo de ping pong, parece que tudo o que oferecemos, retorna de alguma forma para nós. Os aspectos da saúde, principalmente mental, são os benefícios mais comuns que nos retornam, nos deixando de bem com a vida e com as pessoas. Passamos a ser mais amados e aceitos, em muitas das vezes até profundamente admirados, e todas essas respostas, querendo ou não nos fazem muito bem.
Nossa motivação, em servir os outros, e de nos relacionar com eles, deve ser baseada no mais puro sentimento de satisfação em ser um alívio, ajuda e amigo para as pessoas que nos rodeiam. Não fomos criados para ficarmos ilhados, pois, a forma como fomos formados, principalmente nos aspectos psicológicos, mostram claramente que a sociabilização circula e nossas veias.
No tocante ao casamento, podemos ver o mais poderoso argumento a favor da unidade, envolvimento e dependência dos outros. No casamento ou na vida familiar, podemos perceber melhor, como é vital a amizade, proximidade e o amor transmitido um ao outro. O casamento, quando fundamentado no amor verdadeiro, nos alicerces da maturidade e dos valores que convidam Deus a fazer parte, será uma das ferramentas mais poderosa de felicidade, satisfação e saúde para o casal e para os filhos, e isto mostra também que, a relação e o envolvimento altruísta, é um dos fatores mais importantes na demonstração do que pode ser o amor de Deus.
TERÇA, 22 DE JUNHO
UNIDADE NA REDENÇÃO
“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:1-3).
Todos nós somos dependentes uns dos outros em vários aspectos, inclusive no que diz respeito a salvação. Embora a salvação seja individual, temos muito o que fazer para ajudar os que nos rodeiam na conquista do céu. Em João 12:32 Jesus diz que “todos” atrairia a ele quando fosse levantado na cruz. O foco da redenção, sem dúvida alguma, são todos os que viveram, vivem ou viverão nesta terra no contexto do pecado. A maneira como reagimos à redenção, influencia direta ou indiretamente os que estão próximos de nós.
Até mesmo a saúde pode ser afetada pela forma como convivemos com as pessoas. Se o viver na esfera da redenção pode influenciar os outros de forma positiva ou negativa, quem dirá, as questões relacionadas à saúde. Há pessoas que eram deprimidas, doentes e que estavam se definhando para a morte devido a todos esses problemas. Um dia, conheceram a Cristo, e conseqüentemente, conheceram sua mais nova família, a família cristã. Sobre o contato, relacionamento e envolvimento com esta nova família de amigos, os sintomas de depressão, as doenças e o definhamento começaram a desaparecer.
Como visto neste exemplo, a atmosfera cristã promovida pela redenção de Cristo na vida, além de trazer benefícios espirituais, pode fazer-nos colher, vários benefícios físicos e mentais. Sobre esta perspectiva, se um dia éramos solitários ou ilhados por não apreciar se envolver com outros, quando conhecemos o evangelho, nossas convicções de ilhamento podem mudar completamente, pois o evangelho, além de nos salvar, também é capaz de criar aproximação entre as pessoas, mesmo apesar dos obstáculos criados pelas diferenças existentes entre elas.
Não há dúvidas de que nossa saúde física, mental e espiritual, em detrimento de nossa relação com as pessoas, seja extremamente beneficiada para o bem. Isto mostra claramente que fomos criados para nos relacionar e não para vivermos sozinhos.
QUARTA, 23 DE JUNHO
APOIO MÚTUO
“Bondade cristã e fervorosa consagração devem ser constantemente manifestadas na vida” (Medicina e Salvação, p. 204).
Impressionante esta declaração tão profunda e significativa de Ellen White. A bondade cristã deve ser uma manifestação contínua. Nossas palavras, atos e tudo mais que venhamos realizar na vida, devem constantemente manifestar a mais pura bondade para com as pessoas. Nossa vida não deve ser diferente disso em absolutamente nada. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, devemos nos esforçar em sempre ter palavras e atos cordiais, sempre ter palavras bondosas e sempre ter atitudes que revelem o poder de Deus atuando notoriamente em nossas vidas.
Isto significa, portanto, que devemos evitar toda e qualquer atitude e palavras que venham a causar danos as pessoas. Sem dúvidas não é nada fácil dizer coisas boas daqueles que muitas das vezes tentam nos causar alguns danos, mas, o princípio bíblico deve nos afetar, mesmo nessas circunstâncias. É possível que não tenhamos nenhuma motivação que nos leve a falar bem das pessoas que criam alguns desgastes para nós, mas isto não significa que tenhamos que usar palavras ferinas para lhes causar problemas. Os que são convertidos, mesmo que seja difícil, não devem prejudicar as pessoas, mesmo que seja algum possível inimigo, se é que podemos chamar assim. A este respeito expressou Ellen White que:
“O homem verdadeiramente convertido, não se inclina a pensar nas faltas dos outros. Só entrarão no céu, aqueles que venceram a tentação de pensar e falar mal” (Review and Herald, 24-11-1904).
Também escreveu que “a sinceridade de desígnios, a verdadeira bondade de coração, eis o motivo a que o céu dá valor” (Maior Discurso de Cristo, p. 81).
Não somos obrigados a estreitar laços com aqueles que não convivem bem conosco, mas Deus espera de nós, que ao menos não sejamos pedras de tropeços para elas. Aceitando ou não, querendo ou não, estando apto a isto ou não, a Bíblia apresenta, que o poder de Deus nos transforma para amar as pessoas, mesmo que sejam pessoas que aparentemente não mereçam nosso amor. Não há como escapar disto.
QUINTA E SEXTA, 24 E 25 DE JUNHO
SERVINDO UNS AOS OUTROS
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos amigos” (Jo 15:13).
Para compartilhar aos demais textos bíblicos da lição de hoje, escolhi João 15:13 para fazer o comentário de hoje. A pergunta que surge seria: Quem são os nossos amigos? Mas, para aprofundar mais esta questão, vou preferir fazer a seguinte pergunta: Quem deveriam ser os nossos amigos?
Naturalmente, escolhemos aqueles que serão nossos amigos mais chegados, e pela dimensão da amizade, é possível que muitos de nós sejamos capazes em dar a própria vida por eles. Mas, como fazemos parte do reino de Deus, um reino de amor, altruísmo e abnegação, de sacrifícios, não deveríamos amar incondicionalmente, até mesmo os que se colocam como nossos inimigos, ao ponto de, se preciso, dar nossa vida a eles?
Eu sei que peguei pesadíssimo agora, mas não foi exatamente isso que Cristo fez? Ele deu a vida somente para os que são os Seus mais chegados amigos? Se você se considera amigo de Jesus, eu pergunto: Você, por toda a vida, sempre foi amigo de Cristo?
Na verdade, nós só amamos a Deus, porque ele nos amou primeiro. Se nós somos capazes de dar a vida por Ele, é porque Ele primeiro nos deu a Sua. Sobre esta mesma ótica, Deus nos chama para amar e de sermos capazes de dar a vida até mesmo por aqueles que ao nosso ver, não merecem nossa abnegação. O evangelho de Cristo pretende nos transformar de forma que sejamos capazes de realizar obras grandiosas como esta. É difícil? Sem dúvidas, mas quem disse que este tipo de atitude parte de nós? Se um dia dissermos como Paulo, que “não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, seremos capazes, pelo poder de Deus, de fazer coisas que até nós duvidamos. Que isto cause uma profunda reflexão e nós.
Para refletir:
“Temos de alimentar os famintos, vestir os nus, confortar os aflitos e os sofredores. Devemos ajudar os que estão em desespero e inspirar esperança aos destituídos dela. O amor de Cristo, manifestado num ministério abnegado, será mais eficaz na reforma dos malfeitores do que a espada ou o tribunal de justiça. Esses precisam incutir terror ao transgressor da lei, mas o amorável missionário pode fazer mais que isso. Muitas vezes, o coração que se endurece sob a reprovação abranda-se ante o amor de Cristo” (A Ciência do Bom Viver, p. 105, 106).
quinta-feira, 3 de junho de 2010
santidade
SANTIDADE
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós” (Tito 2:7,8, NVI).
Nada é mais precioso em nossos dias do que a integridade. Em um tempo onde não há esperança, há muito o que falar sobre esperança; da mesma forma, com tanta falta de integridade no mundo atual, há muito o que falar, ou melhor, no agir com integridade.
As pessoas não confiam mais em políticos, não confiam mais nos amigos, não confiam nem mesmo no próprio parente. É muito comum ouvir a expressão de emprestar dinheiro para um desconhecido ser melhor do que emprestar para um parente.
E infelizmente, há extrema falta de integridade até mesmo entre aqueles que professam ser cristãos. Tem sido muito comum ouvir comentários de cristãos que deram o calote em alguém, ou em uma loja, ou supermercado, etc. Certa vez um senhor dono de uma fábrica de sapatos, me disse que vende fiado para qualquer um, menos para evangélicos. A razão é que um pastor havia lhe dado um prejuízo financeiro enorme, em outras palavras, havia lhe dado calote. Parece que muitos professos cristãos perderam a sensibilidade para a moralidade. Parecem acreditar que a graça de Cristo cobrirá as malandragens e a falta de integridade. É bom entendermos que “o basta crer em Jesus” não salvará ninguém se ficar apenas da boca para fora, se não materializar-se em obras aprovadas por Deus.
Nesta semana aprenderemos que a integridade e a santidade são características que apresentam se temos ou não um caráter saudável.
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós” (Tito 2:7,8, NVI).
Nada é mais precioso em nossos dias do que a integridade. Em um tempo onde não há esperança, há muito o que falar sobre esperança; da mesma forma, com tanta falta de integridade no mundo atual, há muito o que falar, ou melhor, no agir com integridade.
As pessoas não confiam mais em políticos, não confiam mais nos amigos, não confiam nem mesmo no próprio parente. É muito comum ouvir a expressão de emprestar dinheiro para um desconhecido ser melhor do que emprestar para um parente.
E infelizmente, há extrema falta de integridade até mesmo entre aqueles que professam ser cristãos. Tem sido muito comum ouvir comentários de cristãos que deram o calote em alguém, ou em uma loja, ou supermercado, etc. Certa vez um senhor dono de uma fábrica de sapatos, me disse que vende fiado para qualquer um, menos para evangélicos. A razão é que um pastor havia lhe dado um prejuízo financeiro enorme, em outras palavras, havia lhe dado calote. Parece que muitos professos cristãos perderam a sensibilidade para a moralidade. Parecem acreditar que a graça de Cristo cobrirá as malandragens e a falta de integridade. É bom entendermos que “o basta crer em Jesus” não salvará ninguém se ficar apenas da boca para fora, se não materializar-se em obras aprovadas por Deus.
Nesta semana aprenderemos que a integridade e a santidade são características que apresentam se temos ou não um caráter saudável.
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